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  • ICAA Record ID
    1091374
    TITLE
    Teoria do não-objeto
    NOTES

    Publicado originalmente em:

    Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, December 19-20, 1959. Suplemento Dominical. p. 1

    DESCRIPTION
    10p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Crítica de arte
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    GULLAR, Ferreira. Teoria do não-objeto. In: AMARAL, Aracy A. (coord.). Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950 - 1962. São Paulo; Rio de Janeiro: Pinacoteca do Estado de São Paulo; MAM-RJ, 1977. p.85-94.
Editorial Categories [?]
Synopsis

The art critic Ferreira Gullar discusses the concept of the “non-object,” a kind of work of art that cannot be classified as belonging to any of the traditional genres of painting or sculpture. He chronicles the gradual disappearance of the object over the course of the history of art, from Impressionism to contemporary forms of artistic expression. According to Ferreira Gullar, only a few artists— Kazimir Malevich and Vladimir Tatlin in the Russian avant-garde, and the neo-concrete group in Brazil—have managed to create “non-objects.” He states that a “non-object” is a transparent body that cannot be perceived; a work whose meaning is embodied within itself. That is, a work that does not represent anything, it just is. The critic views dispensing with the frame and the base as a necessary step that allows the work to insert itself into real space. Resorting to an imaginary dialogue, Ferreira Gullar exposes the depth of the concept of the “non-object” by referring to its historical and philosophical roots. He concludes his essay by pointing to ways in which his theory could be applied in the fields of visual arts and poetry, and insists on the involvement of the viewer in the creation of a work of art.   

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O crítico Ferreira Gullar apresenta a concepção de não-objeto: categoria de obra que não se enquadra nos gêneros tradicionais de pintura e escultura. Explica o processo de desaparecimento do objeto na história da arte, desde o Impressionismo até a contemporaneidade. Considera que poucos artistas, como Kasimir Malevitch, Vladimir Tatlin e, no Brasil, o grupo neoconcreto, chegaram a realizar não-objetos. Afirma que o  não-objeto é um corpo inteiramente transparente à percepção, uma obra cujo significado é fundado por ela mesma. Ele não representa nada, apenas se apresenta. Entende o recurso de eliminação da moldura e da base como fundamento para a inserção da arte no espaço real. Por meio de um diálogo imaginário, aprofunda o conceito de não-objeto apontando suas raízes históricas e filosóficas. Traça paralelos entre sua teoria no campo das artes visuais e da poesia. Chama a atenção para a participação do espectador na realização da obra.

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Annotations

 

The “Theory of the Non-Object” was published in the Sunday Supplement of the Jornal do Brasil on Dec. 19-20, 1959,  as a key contribution to the II Exposição Neoconcreta held in Rio de Janeiro in 1960. [José Ribamar] Ferreira Gullar (b. 1930) was a neo-concrete poet and critic who ultimately became the movement’s main theoretician. This text presents an innovative description of the nature of a work of art that was inspired by Ferreira Gullar’s experiences in constructive avant-garde circles and developed by the Brazilian neo-concrete artists of the 1950s and 1960s. In this essay, Ferreira Gullar discusses his theory concerning the specificity of the neo-concrete work of art, and raises fundamental questions regarding the art that would be produced in the years to come. In addition to reflecting on the actual idea of “art” and “viewer,” he endorses the idea of an “open work of art”—an idea suggested by the Italian semiologist Umberto Eco in a book by the same name (1962)—and the active involvement of the viewing public in the creation of the work in question.     

 

In reference to this matter, see by Ferreira Gullar, “Manifesto Neoconcreto”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, March 22, 1959; “Do quadro ao não-objeto”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (1960) [doc. no. 1091272]; and “Cor e estrutura-cor”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (1960) [doc. no. 1091219].

Images of the original publication of this text are accessible here: https://news.google.com/newspapers?id=1RFUAAAAIBAJ&sjid=24wDAAAAIBAJ&pg=7075%2C3757297

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A "Teoria do não-objeto" foi publicada no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil como uma contribuição à II Exposição Neoconcreta, em 1960, no Rio de Janeiro. Ferreira Gullar atuou no neoconcretismo como poeta e crítico, tornando-se o principal teórico do movimento. O texto apresenta uma nova concepção sobre a natureza da obra de arte, que teria surgido a partir de experiências pontuais realizadas no âmbito das vanguardas construtivas e levadas adiante pelos artistas neoconcretos, no Brasil, nos anos cinqüenta. Neste documento, Gullar conclui sua teoria sobre a especificidade da obra neoconcreta e traz à tona questões fundamentais para a arte que se desenvolveria a seguir. Além de refletir sobre a própria noção de arte e de espectador, aponta para a concepção de obra aberta e para a participação do público na realização plena do trabalho artístico.
Ver também:
GULLAR, F. Manifesto Neoconcreto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 mar. 1959.
GULLAR, F. Do quadro ao não-objeto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1960.
GULLAR, F. Cor e estrutura-cor. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1960.

 

g- Arte neoconcreta

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

g- Referências internacionais acolhidas pelos artistas construtivos no Brasil

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Researcher
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with the permission of Ferreira Gullar, Rio de Janeiro, BR.
Coleção MAM RJ
Location
Museu de Arte Contemporânea - MAC/USP