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  • ICAA Record ID
    1091308
    TITLE
    Neoconcretismo
    IMPRINT
    Rio de Janeiro, Brasil : [s.n.], abr./jun. 1976
    DESCRIPTION
    5p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Crítica de arte
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo. Malasartes, Rio de Janeiro, n.3, p.9-13, abr./jun. 1976.
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this text, Ronaldo Brito provides a critical analysis of Constructivist tendencies in modern art. He argues that the emergence of Neo-Concretism in Rio de Janeiro in 1959 was a consequence of the crisis of Constructivist ideologies. Brito presents the ideas and theories that form the basis of the work of the Dutch group De Stijl, German Bauhaus, and Russian Constructivism. He asserts that Western strains of Constructivism view themselves as strictly aesthetic insofar as their approach to the capitalist system of industrial production is “acritical.” He places emphasis on Russian Constructivism, which is more resoundingly political in his view in that it actively engages both modes of artistic production and the place of art in society. Brito accuses Constructivism of having failed to grasp Surrealism and Dada, both of which formulated responses to the axiological failure of nineteenth-century aesthetic, philosophical, and moral values. He upholds Marcel Duchamp (and the followers of Dada) and Surrealism as pioneers in the transformations that ensued in art in the sixties, including Brazilian Neo-Concretism.

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Synopsis

Análise crítica das tendências construtivas da arte moderna. O autor considera o neoconcretismo como uma conseqüência da crise das ideologias construtivas. Apresenta os pressupostos teóricos que balizaram as produções do grupo holandês De Stijl, da Bauhaus e do construtivismo russo. Avalia as vertentes ocidentais como uma proposta estética acrítica em relação ao sistema de produção capitalista industrial. Destaca o construtivismo russo como uma postura política mais contundente, na medida em que buscou interferir nos modos de produção e de inserção da arte na sociedade. Acusa o construtivismo de não ter compreendido as propostas do surrealismo e do dadaísmo, movimentos entendidos como respostas negativas à falência dos valores estéticos, filosóficos e morais do século XIX. Afirma o ponto de vista crítico de Marcel Duchamp e dos dadaístas, ao denunciarem o caráter institucional e ideológico da arte, como um avanço em relação à arte construtiva. Segundo Brito, Duchamp, o dadaísmo e o surrealismo foram precursores das transformações ocorridas na arte a partir dos anos sessenta, inclusive no âmbito do neoconcretimo.

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Annotations

 

This text is the opening section of a critical essay by Ronaldo Brito on Neo-Concretism. It appeared later in a book entitled Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro, in which Brito discusses the basis of the Neo-Concrete movement. Indeed, that publication is immensely important to the field of Brazilian art history. The text begins with an overview of the Constructivist movement in modern art, mostly in the context of the West. Brito asserts that Constructivism was a “limited and acritical response” to the social contradictions of the capitalist system; it formulated an ingenuous vision of the role that art—by means of industry—could play in society. In sum, Brito sees “Neo-Concretism” as a facet of the Brazilian Constructivist movement, one that indicates the failure of constructivist utopias. In other words, Neo-Concretism in Brazil constituted a bridge between Constructivist ideologies and the experimental baggage of the sixties and seventies. 

For further information on the context for this text, see the “Manifesto neoconcreto” by Ferreira Gullar, originally published in the Sunday supplement of the newspaper Jornal do Brasil, March 22, 1959.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Trata-se da publicação de parte inicial do ensaio crítico de Ronaldo Brito sobre o neoconcretismo. O documento deu origem ao livro Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro, no qual o autor especula sobre os fundamentos do movimento neoconcreto, constituindo relevante contrbuição no campo da historiografia da arte brasileira. O ensaio considera o projeto construtivo da arte moderna, sobretudo suas vertentes ocidentais, como um uma resposta acrítica e limitada em relação às contradições sociais criadas pelo sistema capitalista, bem como uma visão ingênua sobre a possibilidade de intervenção social da arte por meio da indústria. Ronaldo Brito apresenta o neoconcretismo como o ápice do movimento construtivo brasileiro e, ao mesmo tempo, como um índice da falência das utopias construtivas. Segundo o autor, no Brasil, o neoconcretismo teria representado uma ponte entre as ideologias construtivas e o experimentalismo dos anos sessenta e setenta.
Ver também:
GULLAR, F. Manifesto Neoconcreto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 mar. 1959.

 

g- Arte neoconcreta

g- Grupos e manifestos

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Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Ronaldo Brito, Rio de Janeiro, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP