Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1090568
    TITLE
    Opinião... opinião... Opinião...
    NOTES

    Publicado originalmente em:

    Jornal do Comércio, 1966.

    DESCRIPTION
    4p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Reviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    PEDROSA, Mário. Opinião... opinião... Opinião... In: PEDROSA, Mário. Mundo, homem, arte em crise. São Paulo: Perspectiva, 1986. 2 ed.
    NAME DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

Mário Pedrosa discusses the exhibitions Opinião 65 and Opinião 66, explaining that these (“opinion”) events were not simply opportunities to showcase the latest thing in contemporary art. Pedrosa notes that the selection—based on the popular political and social productions staged by the Teatro de Arena (1965)—was truly inspired. He compares the song Carcará to the hymns of the French Revolution, and underscores the importance of both Glauber Rocha’s film Deus e o Diabo na Terra do Sol, because of the huge impact of the Cinema Novo, and the dramatic transcendence of the poet João Cabral de Mello Neto’s Morte e Vida Severina and its contribution to the radical renewal of this literary genre. In Pedrosa’s opinion the 1965 Opinião exhibition raised important questions, not only in terms of aesthetics but also as regards the social contradictions of the times, keeping in mind that it was presented a year after the military coup that installed the fascist dictatorship that lasted for two decades. He notes that social and popular figures had been elevated to the status of collective and mythical representations that became symbols arranged in a visual plot that was largely symmetrical and unrelated to the technical aspects of the works. Pedrosa believes the works address ideas about urban life, and discusses some of the pieces by artists such as Antonio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Pedro Escosteguy, Hélio Oiticica, and Frans Krajcberg. He also highlights the multi-sensory projects contributed by Lygia Clark.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Mário Pedrosa comenta as exposições Opinião 65 e Opinião 66. Partindo do princípio de que uma mostra "opinião" não deve transformar-se em um evento meramente informativo das novidades da arte contemporânea. O autor ressalta que a escolha, inspirada no teatro popular de cunho político e social encenado em 1965 pelo Teatro de Arena, foi bastante acertada. Compara a canção Carcará com os hinos da Revolução Francesa; lembra a importância do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, para o eclosão do Cinema Novo, e a importância de Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello Neto para a renovação da poesia. Considera especialmente significativa a exposição Opinião de 1965, por levantar questões não puramente estéticas, mas ligadas às contradições sociais do momento. Percebe que personagens sociais e populares foram elevados à categoria de representações coletivas míticas, que constituem símbolos distribuídos em um esquema visual predominantemente simétrico, independente dos procedimentos técnicos utilizados. Enfim, que as obras geram questões de comunicação do coletivo urbano. Comenta a obra de alguns artistas presentes nas mostras, entre eles Antonio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Pedro Escostéguy, Hélio Oiticica, e Franz Krajberg. Destaca a participação de Lygia Clark com obras de caráter plurisensorial e pluridimensional.

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Annotations

The exhibitions Opinião 65 and Opinião 66 were presented (in 1965 and 1966, respectively) at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). They were both organized by the French art dealer and journalist Cérès Franco and the Rumanian gallery owner Jean Boghici. Both events included European and Brazilian artists who were part of the NF (new figuration) movements, and adopted the name of the productions staged by the Teatro de Arena: “Opinion…”

 

In his essay the art critic Mário Pedrosa discusses the social, popular, and urban nature of contemporary art in the 1960s, noting that these factors overshadowed the technical and aesthetic aspects of the works. Like the Neo-concrete critic Ferreira Gullar, Pedrosa predicts that the emergence of new figurative movements would lead to widespread renewal in Brazilian art following the crisis caused by the constructive utopias of the 1950s. However, and unlike Gullar, he believes it would be more aligned with the experimentation that continued into the late 1960s as an exercise of real possibilities and an expression of freedom.  

 

[On this subject, see the following articles in the ICAA digital archive: by Harry Laus “Opinião provoca manifesto” (doc. no 1110558); by Cérès Franco et al. “Declaração Poética para ‘Opinião 66’” (doc. no. 1110375); also by Cérès Franco “Opinião 65” (doc. no. 1090499); by Ferreira Gullar “Opinião 65” (doc. no. 1090530); by Frederico Morais “A Opinião Brasileira de 66” (doc. no. 1110550); and by Hélio Oiticica “Esquema geral da nova objetividade” (doc. no. 1110372)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

As exposições Opinião 65 e Opinião 66 ocorreram em 1965 e 1966 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ambas organizadas pela marchand e jornalista Ceres Franco e pelo galerista Jean Boghici. Reuniram artistas europeus e brasileiros ligados às novas figurações e seu nome foi inspirado pelo show homônimo encenado pelo Teatro de Arena.
O texto do crítico de arte Mário Pedrosa destaca o caráter social, popular e urbano da produção contemporânea da década de 1960, ressaltando que tais questões são mais significativas que o seu procedimento técnico e estético. Pedrosa, assim como Ferreira Gullar, acredita que o surgimento das novas tendências figurativas possa trazer uma renovação no cenário da arte brasileira, após a crise das utopias construtivas da década de 1950. Porém, diferentemente de Gullar, se aproximaria cada vez mais dessa experimentação, até o fim da década de 1960, como possibilidade efetiva de exercício e expressão da liberdade.

Ver também:

FRANCO, C. Opinião 65. Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna, 1965.
GULLAR, F. Opinião 65. Revista Civilização Brasileira, n. 4, 1965.

 

c- A vanguarda nos anos 60: Mostras e Artistas

c- Interfaces. Artes visuais, teatro, dança, cinema, arquitetura. Dissolução dos limites das artes plásticas

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Researcher
Equipe Brasil: Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Acervo Pessoal José Augusto Ribeiro