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  • ICAA Record ID
    1087407
    TITLE
    Do que se chama escultura
    NOTES

    Publicado originalmente em:

    Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 5 nov. 1960. Suplemento Dominical.

    DESCRIPTION
    2p.
    LANGUAGES
    English; Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Crítica de arte
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    GULLAR, Ferreira. Do que se chama escultura. In: ROELS JR., Reynaldo (curad.). Franz Weissmann: uma retrospectiva. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1998. p.128-129.
    NAME DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this essay, the critic Ferreira Gullar discusses the work of the Constructivist sculptor Franz Weissmann. In Gullar’s opinion, and within the context of Concrete art, sculpture offers greater scope for experimentation than painting. He discusses Weissmann’s career, beginning with his earliest figurative work, followed by a period during which Max Bill’s influence was notable, and ending with a review of his Neo-Concrete stage. Gullar draws the reader’s attention to the importance of empty spaces in Weissmann’s sculptures, and highlights the organic nature of his pieces in the late 1950s, a quality that confirmed his commitment to the Neo-Concrete movement.    

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Synopsis

Texto do crítico Ferreira Gullar sobre a produção do escultor construtivo Franz Weissmann. Na opinião do autor, no contexto da arte concreta, a escultura representa um campo de experimentação mais amplo do que a pintura. Gullar comenta o trajeto artístico de Weissman, desde suas primeiras experiências figurativas, passando pelo contato com a obra de Max Bill, até sua participação no movimento neoconcreto. Chama atenção para a importância dos espaços vazios em suas pesquisas escultóricas. Destaca o sentido orgânico adquirido pelo trabalho de Weissmann no fim dos anos cinqüenta como a característica que o vincula ao Neoconcretismo.

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Annotations

Franz Weissmann was one of the first Brazilian artists to produce sculptures in a constructive style. In the early 1950s he was a member of the Grupo Frente (led by Ivan Serpa), a group of artists in Rio de Janeiro who were exploring Geometric Abstraction. In 1956 (in São Paulo) and 1957 (in Rio de Janeiro) he took part in the I Exposição Nacional de Arte Concreta. After the group broke with Concrete art, Weissmann was one of the signatories to the “Manifesto Neoconcreto” in 1959 [see ICAA digital archive, doc. no. 1110328].  

This essay appeared in "Artes Plásticas" [Visual Arts], the column by poet and art critic Ferreira Gullar in the Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, a regular space where information about Constructive art theory and works was published. In his essay, Gullar discusses Weissmann’s interest in empty space, a feature of his work that would become more pronounced as time went by. According to Gullar, this value, which contributes to the (empirical and intuitive) organic nature of the sculptor’s work, contradicted the overly theoretical and rationalist approach adopted by Concrete artists.

For more on the “I Exposição Nacional de Arte Concreta: 2 - O grupo do Rio,” see doc. no. 1090217. This essay is one of the series written about that historic exhibition by the poet, playwright, essayist, and art critic [José Ribamar] Ferreira Gullar (b. 1930), who subsequently became the leader of the “Neo-Concrete” group. It is an important document, mainly because it reflects the opinion of Gullar about the work of noted artists who were part of the Brazilian Constructivist art movement.

In a rather forced attempt, Ferreira Gullar tries to identify Weissmann’s sculptural and extremely geometric objects as an experimental step that went beyond the Constructive tradition and Max Bill’s Concrete legacy. He also, however, wrote a very famous essay in 1960 in which he outlined a theoretical introduction to the concept of the “non-object,” a category of work that does not fit within the traditional parameters of either painting or sculpture. See “Teoria do não-objeto,” doc. no. 1091374.  

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Annotations

Franz Weissmann foi um os primeiros artistas a realizar esculturas construtivas no Brasil. No início dos anos cinqüenta, integrou o Grupo Frente, núcleo de artistas ligados ao abstracionismo geométrico, no Rio de Janeiro. Participou da I Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956 e 1957, e foi um dos signatários do Manifesto Neoconcreto, em 1959. O documento foi publicado na coluna "Artes Plásticas", coordenada pelo poeta e crítico Ferreira Gullar, no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, nos anos cinqüenta e sessenta, espaço que representou um importante veículo de divulgação sobre a arte construtiva no país. No texto, Gullar identifica a preocupação com o vazio como uma das principais características das pesquisas de Weissmann, aspecto que se torna uma constante em trabalhos posteriores do artista. A valorização do caráter orgânico, empírico e intuitivo identificados por Gullar nas esculturas de Weissmann se opõe aos argumentos do crítico, publicados no mesmo período, contra a postura dos artistas concretos, considerados por ele como demasiadamente teóricos e racionalistas.
Ver também:
GULLAR, Ferreira. Manifesto Neoconcreto. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 22 mar. 1959.

 

g- Arte neoconcreta

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

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Researcher
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with the permission of Ferreira Gullar, Rio de Janeiro, BR
Location
Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes - ECA/USP