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  • ICAA Record ID
    1085707
    TITLE
    Da abstração a auto-expressão
    NOTES

    Publicado posteriormente em:

    PEDROSA, Mário; ARANTES, Otília (org.). Forma e percepção estética: textos escolhidos II. São Paulo: Edusp, 1995. p.314-332.

    IMPRINT
    Rio de Janeiro, Brasil, 19 dez. 1959
    DESCRIPTION
    p.4-5
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    PEDROSA, Mário. Da abstração a auto-expressão. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 19 dez. 1959. Suplemento Dominical. p.4-5.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this essay the noted Brazilian art critic Mário Pedrosa discusses the Informalist Abstraction, also known as “voga tachista” [Tachisme vogue or fashion], of the late 1950s. The critic deplores this style, complaining that tachist painters consider their work done when in fact they have only just begun. In Pedrosa’s opinion, these painters should go beyond their first attempts and produce “a sort of counterpoint”—that is, “a simplified, crystallized distillation of the idea” that Abstract artists completely ignore, as do the tachist purveyors of the “dynamic values” that were all the rage among Informalist painters of the period.   

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Synopsis

Ensaio do crítico de arte Mário Pedrosa sobre a abstração informal ou "voga tachista", durante a segunda metade da década de 1950. O autor critica, sobretudo, a pratica da abstração informal pelo fato dos pintores concluírem a obra ainda no primeiro estágio do processo pictórico. Depois desta etapa da pintura, viria uma "espécie de contraponto, ou seja, a simplificação e cristalização da expressão", ignorada pelos abstracionistas da vez, os tachistas, entusiastas de "valores dinâmicos", que era, então, expressão corrente entre os adeptos da pintura informal.

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Annotations

This is an example of Mário Pedrosa’s research into the conflict between subjectivity and objectivity in the 1940s. In this essay the author relies on Gestalt’s teaching (the Psychology of Form) on the subject of aesthetic perception. Highlighting the polished forms of its commitment to “direct communication,” Pedrosa rejects Informal Abstraction, accusing the movement of sacrificing “the psychic distance” between viewer and artist in favor of an explicit hedonism that seeks to transform the work into “an individualized person” that can only project its sentimental anxieties and the neurosis of its private life.  

 

Among other “contingencies” he associates with Tachisme, Pedrosa notes the repetition of gestures, of forms and anti-forms, and the calligraphic tendency of Informal Abstraction that, in his opinion, “is guilty of the arbitrariness of its pretensions.” In response to the automatic and mechanical speed displayed by tachist artists (in their paintings), the critic points to the instinctive lines drawn by Raphael, an intern at the National Psychiatric Center at the Engenho de Dentro (Rio de Janeiro). In view of the excessive graphic elements and motifs in their work, and their “virtuosity that lacks any violent contact with the subject matter,” Pedrosa concludes that the tachists “possess no true vitality.” They are, he says, “overwhelmed by eccentricity” [see also the following essay by Pedrosa in the ICAA digital archive, “Do ‘informal’ e seus equívocos” (doc. no. 1085759)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O ensaio é exemplar do desenvolvimento da pesquisa iniciada por Mário Pedrosa, na década de 1940, a respeito do conflito entre subjetividade e objetividade, forma e expressão, a partir dos ensinamentos da Psicologia da Forma sobre percepção estética. Por privilegiar as formas depuradas do compromisso de comunicação direta, o crítico resiste à abstração informal quando acusa a vertente de sacrificar a "distância psíquica" entre espectador e autor, em nome de um hedonismo explícito responsável por fazer da obra de arte uma "pessoa individualizada", capaz apenas de reproduzir sentimentalidades, angústias e neuroses de uma vida privada.
Entre outras "contingências" do tachismo, Pedrosa relaciona a repetição de gestos, formas ou antiformas e o pendor caligráfico do abstracionismo informal, que, para ele, peca pela "gratuidade da pretensão". À rapidez automática e mecânica dos tachistas na realização da pintura, crítico contrapõe a rapidez antiinstiva do desenho de Raphael, interno do Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Pelo excesso de elementos e motivos, pelo virtuosismo "sem contato violento com a matéria", faltaria aos pintores tachistas "autêntica vitalidade". "Sobra-lhe excentricidade", conclui o autor.

Ver também:

PEDROSA, M. Do "informal" e seus equívocos. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 19 dez. 1959.

 

h- Tachismo ou abstração informal

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Jornal do Brasil, July 25, 1958, p. 8/ CPDoc JB
Location
Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil