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Synopsis

This text discusses the artistic career of Luiz Sacilotto, beginning with his Expressionist works from the first years following World War II through his participation as a concrete artist in the XXVI Venice biennial in 1952. He is considered one of the pioneers of concrete art in Brazil, and the author, Waldemar Cordeiro, here explores Sacilotto’s work on architectural projects and as an illustrator of industrial signs as a determining factor in his decision to pursue two-dimensional painting in his career. Cordeiro points out the transformation that took place in his art, which arose out of the new urban visual culture that emerged in Brazil through the industrial growth that accompanied the end of the Second World War (1945). Within these parameters, Cordeiro identifies concrete art as a universal language that was a result of modern life and industrialization.

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Synopsis

Apresenta o percurso artístico de Luiz Sacilotto, desde a produção pictórica expressionista dos primeiros anos do pós-guerra, até a participação como artista concreto na XXVI Bienal de Veneza, em 1952. Sacilotto é considerado um dos pioneiros do concretismo no Brasil. A atuação profissional de Sacilotto como desenhista de letras industriais e plantas arquitetônicas é vista por Waldemar Cordeiro como fator determinante para sua adesão à pintura de caráter bidimensional. O autor relaciona a transformação operada em seu trabalho à nova cultura visual urbana, que havia surgido no país a partir do crescimento industrial ocorrido após 1945. O concretismo é exposto como uma linguagem universal conseqüente da vida industrial e moderna.

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Annotations

This document reflects the constructivist philosophy that guided a good part of Brazilian artistic production in the 1950s. In that era, diverse sectors of society—business, politics, artists and intellectuals—bet on industrialization as a sine qua non solution for the socio-economic problems of the country. Those artists who opted to align themselves with the poetics of constructivism sought to create an “objective” art of communication that could be shared through national industries. Waldemar Cordeiro (1925?73) assigns a didactic character to modern art (to concrete art in particular) believing that it was capable of creating an awareness more suited to the understanding of the new challenges of the modern world. From 1947, Luiz Sacilotto (1924?2003) was linked to artists connected with Cordeiro, who came together—through him after his arrival from Rome, where he was born and educated—to explore abstract trends and that burst onto the Brazilian arts scene (1952) as the “grupo ruptura” (with lower case letters, as shown in the group’s logo included in their manifesto) after the first São Paulo biennial. Note that the same argument, here used to emphasize that “there is no continuity between art of the past and current art” within Sacilotto’s work, would months later be integrated into the “manifesto ruptura.”

 

[As a complementary reading, see in the ICAA digital archive by Charoux, Cordeiro, de Barros, Féjer, Haar, Sacilotto and Wladyslaw the “ruptura” manifesto (doc. no. 771349) and their manuscript (doc. no. 1232213); by Décio Pignatari “Seja breve: Décio Pignatari escreve resenha-depoimento sobre o artista plastico Luiz Sacilotto” (doc. no. 1233093), and “Sacilotto: expressões e concreções” (doc. no. 1087263); by Frederico de Morais “Sacilotto: obras selecionadas: de 24 de maio (quarta-feira) a 24 de junho de 1995” (doc. no. 1233108); and by Enock Sacramento “Luiz Sacilotto, nosso artista em Zurich” (doc. no. 1233137)].

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Annotations

O documento reflete o ideário construtivista que conduziu parte significativa da produção artística brasileira nos anos 1950. Nessa época, diversos setores da sociedade - empresários, políticos, artistas e intelectuais - apostavam na industrialização como uma solução para os problemas econômicos e sociais do país. Os artistas que aderiam às poéticas construtivas buscavam uma arte de comunicação objetiva e que fosse passível de ser disseminada através da indústria. Cordeiro atribuía um caráter didático à arte moderna, particularmente ao concretismo, pois considerava que esta seria capaz de formar consciências adequadas aos novos desafios do mundo moderno. A partir de 1947, Sacilotto integra o grupo liderado por Waldemar Cordeiro, que se reúne  para discutir tendências abstratas, e que se apresenta como Grupo Ruptura, em 1952.
O mesmo argumento de que não há continuidade entre a arte do passado e a atual apresentado no artigo sobre Sacilotto, reaparece meses depois no Manifesto Ruptura.

Ver também:

CHAROUX, Lothar [et. alli]. "Manifesto Ruptura". São Paulo, 1952.

 

g- Arte concreta

g- Arte, produção e desenvolvimento industrial. Desenho gráfico e industrial

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

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Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
© Waldermar Cordeiro Estate Private Archive, 2013
Location
Biblioteca Municipal Prestes Maia, São Paulo