Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1085247
    TITLE
    Pintores do Atelier Abstração: exposição 16 de junho - 6 de julho
    NOTES

    Publicado posteriormente em:

    AMARAL, Aracy. Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leiner. São Paulo: Drea Books; Art. Cia. Melhoramentos de São Paulo, 1998.

    IMPRINT
    São Paulo, Brasil : Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1956
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/Pamphlet – Manifestoes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    FLEXOR, Samson. Pintores do Atelier Abstração: exposição 16 de junho - 6 de julho. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, jun. 1956. 3p. Manifesto.
    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This text is the “Manifesto do Atelier Abstração,” written by painter Samson Flexor; it was published in the catalogue for the group’s third exhibition in São Paulo at the MAM (Museu de Arte Moderna, June 1956). The manifesto defends abstract painting as a movement that confers autonomy on the visual arts, a conquest achieved through the potential for invention of “pictorial beings” that operate independently from the visual appearance of the “exterior world.” The group, or movement, Atelier Abstração arose in 1951, without a fixed membership. From the time he settled in the city, Flexor offered painting classes in the “workshop” and began attracting students. The group’s first collective show was held at the IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) in 1953. Two years later, the group successfully promoted an exhibition (which lasted four days) at the Instituto Mackenzie, during which Flexor and painter Jacques Douchez (a member of the Atelier Abstração) delivered seminars. The group disbanded in 1958, after a collective show at the Rolland Arnelle gallery in New York. In 1961 Flexor brought some artists together to found another workshop, the Atelier Abstração 2, which had a brief impact.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto que ficou conhecido como o Manifesto do Atelier Abstração, escrito pelo artista Samson Flexor, e publicado no catálogo da terceira exposição do grupo realizada na cidade de São Paulo, no Museu de Arte Moderna, em junho de 1956. Defende a pintura abstrata como a vertente responsável por conferir autonomia às artes plásticas, uma conquista obtida graças à possibilidade de invenção de "seres pictóricos" independentes da aparência visual do "mundo exterior".
O grupo ou "movimento" Atelier Abstração começa a existir oficialmente em 1951, sem um corpo fixo de componentes, mas formado por Flexor - que ministrava aulas de pintura em seu ateliê desde que se estabeleceu em São Paulo, em 1948 - e seus alunos. A primeira mostra coletiva desta produção se realiza na sede paulistana do Instituto dos Arquitetos do Brasil, em 1953. Dois anos mais tarde, a agremiação promove uma exposição meteórica, durante quatro dias, no Instituto Mackenzie, onde Flexor e o pintor Jacques Douchez, também membro do Atelier Abstração, realizam  conferências. O grupo se dispersaria em 1958, depois de uma coletiva na galeria Rolland Arnelle, em Nova York, Estados Unidos. Em 1961, Flexor reúne artistas para fundar o Atelier Abstração 2, que teve atividade efêmera

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Annotations

The formulas this manifesto offers for abstraction exalt its expressive potential as works are created, as well as the force of the artistic phenomenon as it is enjoyed by viewers. Flexor affirms that “a painting does not represent, rather it presents.” This idea illustrates the concept that abstraction achieves real artistic autonomy through its pure presence; an abstract painting does not hold to or suggest any other meanings that are not the “pure” elements of its composition.

 

Written four years after the grupo ruptura manifesto (by Lothar Charoux, Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, et al.) [see ICAA digital archive (doc. no. 771349)], this Atelier Abstração document brings to light Samson Flexor’s misgivings against the “sterile exaggerations” of an “industrial and simplistic geometry,” which was undoubtedly a criticism against the proposals of concrete art, which was at the height of its influence during those years. The painters of the Abstração group, in turn, demonstrated that “non-figurative” painting was capable of combining order and sensibility through “a diversity of concepts,” in a way that reflected the great “variety of personalities” represented by the group’s painters.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

As formulações sobre o abstracionismo encetadas neste manifesto valorizam tanto a carga expressiva do artista na realização da obra, quanto a força do fenômeno artístico no momento de fruição da obra, ao mencionar, por exemplo, que "um quadro abstrato não representa, mas se apresenta". Daqui deriva também a idéia de que, com o abstracionismo, a arte conquista sua real autonomia, a se julgar pelo fato de que, sendo presença em si mesma, a pintura abstrata não guarda ou sugere outros significados senão o dos "puros" elementos que a constituem.
Escrito quatro anos após o manifesto do grupo Ruptura, este documento do Atelier Abstração expõe a contrariedade de Samson Flexor em relação aos "exageros esterilizantes" de um "geometrismo simplista ou industrial", numa provável referência ao dogmatismo do grupo. Os pintores do Abstração dariam prova de que a pintura não-figurativa seria também a manifestação da capacidade da aliar ordem e sensibilidade, "com uma diversidade de concepções" que refletiria uma "variedade de personalidades", entre os pintores do grupo.

Ver também:

Charoux, L. et al. Manifesto Ruptura. São Paulo: s.n., 1952.
Degand, L. Do figurativismo ao abstracionismo. In.: Degand, L. Do figurativismo ao abstracionismo. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1949. p.27-48. (catálogo de exposição).

 

h- A introdução da arte abstrata no Brasil

h- Contribuições de artistas brasileiros ao abstracionismo

h- Crescimento do intercâmbio e atuação das instituições artísticas criadas no pós-guerra. Bienais e Museus

h- Teoria e crítica sobre abstracionismo

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP