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Synopsis

In this article Mário Pedrosa discusses the differences between the São Paulo and the Rio de Janeiro versions of concrete art. In his (rather Manichaeisticly oversimplified) view, the former are a more theoretical, rigid response to the dogmatic tenets of the concrete movement, while the colors used on the latter’s canvases make them seem “almost romantic.”  He goes on to say that São Paulo artists consider “form” to be the most important element, and use it as the basis for their compositions which rely on primary colors (no half tones) that always play second fiddle to form. This approach sets up a hierarchy between figure and background. Artists from Rio de Janeiro (“cariocas”), on the other hand, prefer to fill the whole canvas; they treat form as part of the plane, unencumbered by hierarchies. They want to blur the differences between figure and background as their figures take on spatial qualities. Despite the differences Pedrosa mentions, he notes a variety of exceptions, and sees talent in both groups.   

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Synopsis

O artigo expõe as diferenças entre os artistas concretistas atuantes em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os primeiros seriam mais teóricos e severos em relação aos dogmas do concretismo, enquanto os segundos, sobretudo pelo tratamento cromático de suas telas, seriam "quase românticos". Segundo Pedrosa, nos trabalhos dos paulistas, a forma é o elemento principal. Ela é colocada de preferência no centro do quadro e cores puras, sem meios tons, estão subordinadas à forma. Essas características fazem com que persista a hierarquia entre figura e fundo, nas obras dos artistas de São Paulo. Já os cariocas se preocupam em ocupar toda extensão da tela. Querem a forma integrada ao plano, sem hierarquias. Buscam superar distinções entre figura e fundo, e suas cores assumem qualidades espaciais.  Apesar das diferenças gerais, a análise de Pedrosa aponta diversas exceções e reconhece talentos promissores nos dois grupos.

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Annotations

This essay by the celebrated critic Mário Pedrosa was published on the occasion of the Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, which was held in December 1956 at the MAM (Museu de Arte Moderna) in São Paulo and, in January-February 1957 at the MES (Ministério da Educação e da Saúde) in Rio de Janeiro, which was the capital of Brazil at the time. This event brought together, for the first time, concrete poets and visual artists from both cities, which helped to highlight the artistic differences between the two groups. In addition to Pedrosa, participants included noted theoreticians and critics such as Waldemar Cordeiro, Ferreira Gullar, and José Geraldo Vieira, who discussed the opposing views held by artists in São Paulo and Rio de Janeiro. The exhibition showcased the more subjective and apparently less dogmatic nature of the artists who, some years later, coalesced into what became known as the “Neo-concrete” movement which, as we know, sought a new direction for Brazilian constructive art. [As complementary reading, see the following essays in the ICAA digital archive: by Ferreira Gullar “I – O Grupo de São Paulo: I Exposição Nacional de Arte Concreta” (doc. no. 1087166); “I Exposição Nacional de Arte Concreta: 2 – O grupo do Rio” (doc. no. 1090217); and “Manifesto Neoconcreto” (doc. no. 1110328); and by Waldemar Cordeiro “Teoria e prática do concretismo carioca” (doc. no. 1087287)].

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Annotations

O texto foi publicado por ocasião da I Exposição Nacional de Arte Concreta, apresentada em dezembro de 1956, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em janeiro e fevereiro do ano seguinte, no Ministério da Educação e da Saúde, no Rio de Janeiro. O evento reuniu pela primeira vez poetas e artistas plásticos concretistas que atuavam nas duas cidades, explicitando tendências e divergências entre grupos. Na ocasião, além de Pedrosa, críticos como Waldemar Cordeiro, Ferreira Gullar e José Geraldo Vieira comentaram as diferenças entre as obras de cariocas e paulistas. A exposição evidenciou o caráter mais subjetivo e menos dogmático de artistas que, num futuro próximo formariam o grupo neoconcreto propondo novos desdobramentos para a arte construtiva no Brasil.
Sobre o assunto, ver:
CORDEIRO, W. Teoria e prática do concretismo carioca. AD, São Paulo, n.22, maio/abr. 1957.

 

g- Arte concreta

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

g- Grupos e manifestos

g- I Exposição Nacional de Arte Concreta

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Researcher
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Jornal do Brasil, December 6, 1960 p. 14/ CPDoc JB
Location
Fundação Biblioteca Nacional