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Resumen

Trátase del volumen de la colección ABC (Arte Brasileira Contemporânea) dedicado a Lygia Clark; incluye textos suyos, de los críticos Mário Pedrosa y Ferreira Gullar, además de un registro visual de la producción de la artista brasileña entre las décadas de los cincuenta y setenta. El libro es también una antología de sus escritos, que, sumados a los ensayos de Pedrosa y Gullar, trazan un perfil de su trayectoria, siempre experimental. Gullar escribe en 1958 “Lygia Clark: uma experiência radical, 1954–1958”, donde  afirma que sus cuadros, en vez de operar ajenos al espacio, son objetos abiertos a él. A su juicio, la pintura de Clark no se basa más en una desvinculación entre el espacio y la obra: simultáneamente, “ella construye el cuadro como objeto y como expresión; o sea, opera directamente sobre el espacio real”. Pedrosa escribe sobre la “Significação de Lygia Clark” (1963), donde trata de sus series Casulos [Capullos], Contra-relevos y Bichos, que, en su opinión, nacen ya en el meollo de un espacio “posescultórico” de orden incierto. Por otra parte, está convencido de que los “bichos” han revolucionado el caduco concepto de escultura, en el momento en que “añaden un nuevo elemento (de trascendencia mayor a las anteriores realizaciones) en el dominio de las construcciones y creaciones del movimiento cinético. Ahora, Lygia está incitando al espectador a que participe (…)”. El presente volumen incluye los siguientes textos de la artista y oscilan desde extensas reflexiones hasta la descripción de propuestas: “Pensamento Mudo”, “A morte do plano” (1960), “Os Bichos” (1960), “Do ato” [Del acto] (1965), “Caminhando” (1964), “A propósito do instante” (1965), “A propósito da magia do objeto” (1965), “Um mito moderno: a colocação em evidência do instante como nostalgia do Cosmos” (1965), “Arte, religiosidade, espaço-tempo” (1965), “Nós recusamos...” [Nosotros rechazamos…] (1965), “Nós somos os propositores” [Somos quienes proponen] (1968), “Somos domésticos?” (1968) [véase doc. no. 1110516], “Quatro proposições recentes”, “A casa é o corpo” [La casa es el cuerpo] (1968), “O corpo é a casa” (1969), “Baba antropofágica” (1973), “Cabeça” (1975), “Flor: ‘relaxação’” [Flor: relajamiento] (1974), “Túnel” (1973), “Ovo – mortalha” [Huevo – mortaja] (1968), “Objeto relacional”, “Objeto relacional em contexto terapêutico”, “Estruturação do self” [Estructuración del yo], “Métodos para tirar o sujeito de estado regressivo” [Métodos para sacar al individuo de su estado regresivo] y “Amostras de estudos de caso” [Muestras de casos de estudio].

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Resumen

Volume da coleção ABC - Arte Brasileira Contemporânea dedicado a artista Lygia Clark, com textos dela, dos críticos Mario Pedrosa e Ferreira Gullar. Além de um registro visual da produção de Lygia Clark entre os anos 1950 e 1970, o livro é também uma antologia de escritos da artista, que, somados aos ensaios de Pedrosa e Gullar, traçam um perfil de sua carreira. O texto de Gullar, "Lygia Clark: uma experiência radical, 1954-1958", data de 1958. Nele, o autor afirma que os quadros de Clark, em vez de separados do espaço, são objetos abertos a ele. Para o autor, a pintura da artista não se basearia mais na separação entre espaço e obra: "ela constrói o quadro como objeto e como expressão, ela trabalha diretamente sobre o espaço real". O ensaio de Mario Pedrosa, "Significação de Lygia Clark", datado de 1963, trata de seus "Casulos", "Contra-relevos" e "Bichos", que, para o autor, nascem numa ordem e espaço pós-escultóricos. Os "bichos", segundo ele, teriam revolucionado o velho conceito de escultura: "adicionam um elemento novo, da maior transcendência, às anteriores realizações no domínio das construções e criações do movimento cinético. Agora Lygia chama o espectador à participação [...]". Estão presentes, no volume, os seguintes escritos de Clark, que vão desde reflexões mais extensas à descrição de propostas: "Pensamento Mudo", "A morte do plano" (1960), "Os Bichos" (1960), "Do ato" (1965), "Caminhando" (1964), "A propósito do instante" (1965), "A propósito da magia do objeto" (1965), "Um mito moderno: a colocação em evidência do instante como nostalgia do Cosmos" (1965), "Arte, religiosidade, espaço-tempo" (1965), "Nós recusamos..." (1965), "Nós somos os propositores" (1968), "Somos domésticos" (1968), "Quatro proposições recentes", "A casa é o corpo" (1968), "O corpo é a casa" (1969), "Baba antropofágica" (1973), "Cabeça" (1975), "Flor: ‘relaxação’" (1974), "Túnel" (1973), "Ovo - mortalha" (1968), "Objeto relacional", "Objeto relacional em contexto terapêutico", "Estruturação do self, "Métodos para tirar o sujeito de estado regressivo" e "Amostras de estudos de caso".

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Comentarios críticos

La colección ABC (Arte Brasileira Contemporânea) fue lanzada en 1978 por la FUNARTE (Fundación Nacional de las Artes, en Brasil), hasta convertirse en una referencia bibliográfica pionera sobre la producción artística en el país entre las décadas de los sesenta y setenta. A lo largo de sus dieciséis años de existencia, la serie contó con volúmenes dedicados a artistas de la talla de Anna Bella Geiger, Carlos Vergara, Rubens Gerchman, Artur Barrio, Antonio Dias, Wesley Duke Lee, Lygia Clark, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Lygia Pape y Antonio Manuel. Entre los autores encargados de tan gran emprendimiento figuran los críticos Ronaldo Brito, Paulo Sérgio Duarte, Fernando Cocchiarale, Mário Pedrosa, Paulo Venâncio Filho, Frederico Morais y Ferreira Gullar, entre muchos otros que incluyen al también artista Hélio Oiticica.

 

La trayectoria de la artista brasileña Lygia Clark (1920–88) se extiende desde finales de los años cuarenta hasta la década de los ochenta. Tras una breve producción de lienzos con temas de índole figurativa en los cincuenta, Clark se une a un grupo de artistas de Río de Janeiro (inicialmente conocido como Grupo Frente y encabezado por Ivan Serpa) que, siguiendo los pasos de São Paulo, pasan a integrar el movimiento de arte concreto en Brasil. El texto del crítico de arte Ferreira Gullar, bajo el título de “I Exposição Nacional de Arte Concreta: 2 ? O grupo do Rio” [doc. no. 1090217], describe y comenta las obras producidas por Clark y demás participantes de la muestra de 1956. Al final de esa década, ella pasa a configurar el movimiento radicalmente cuestionador de la postura concreta (bajo el inusitado prefijo de “neo”) el cual sale a la luz con el lanzamiento del  “Manifesto Neoconcreto” (1959) redactado por Ferreira Gullar y con artistas como Franz Weissmann, Amílcar de Castro, Lygia Pape, Reynaldo Jardim (dedicado a asuntos teatrales) y el poeta Theon Spanudis, participantes de la mencionada I Exposição de Arte Neoconcreta (1959) en Río.

 

A su vez, Ferreira Gullar también ponderó la obra de Clark como si fuera un transcurso en su texto de 1960 titulado “Do quadro ao não objeto” [doc. no. 1091272]. Para un análisis crítico en torno a su trayectoria artística en el ámbito internacional hasta la década de los ochenta, consúltese el ensayo de 1994 “Lygia Clark: In Search of the Body” [doc. no. 1232526], escrito por el curador inglés y crítico de arte Guy Brett, quien acompañó la carrera de la artista desde sus primordios.   

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Comentarios críticos

A coleção ABC - Arte Brasileira Contemporânea, lançada em 1978 pela Funarte, tornou-se referência bibliográfica pioneira sobre a produção brasileira dos anos 1960 / 1970. A série contou, ao longo do seus 16 anos de existência com títulos sobre Anna Bella Geiger, Carlos Vergara, Rubens Gerchman, Barrio, Antonio Dias, Wesley Duke Lee, Lygia Clark, Cildo Meireles, Waltercio Caldas, Lygia Pape e Antonio Manuel. Dentre seus autores figuram Ronaldo Brito, Paulo Sergio Duarte, Fernando Cocchiarale, Helio Oiticica, Mario Pedrosa, Paulo Venâncio Filho, Frederico Morais, Ferreira Gullar, entre outros. Tendo iniciado sua carreira nos anos 1950 e se vinculado aos grupos abstracionistas ainda na mesma década (Grupo Frente, Rio de Janeiro), Lygia Clark é uma das protagonistas do movimento neoconcreto, formado no Rio de Janeiro em 1959 (e ativo até 1961). A partir dos anos 60, sua obra assume uma vertente experimental acentuada, voltada para experiências participativas de redescoberta do sujeito, que na década seguinte assumirá caráter terapêutico. A artista, que desde sua morte tem sido alvo de exposições retrospectivas e antológicas no Brasil e no exterior é uma das principais referências da arte contemporânea brasileira.

 

Ver também:

Lygia Clark , Vera Pedrosa. O homem é o centro. Correio da Manhã, 30 de maio de 1968 (reeditado em Manuel J. Borja-Villel, Guy Brett, Paulo Herkenhoff et alli. Lygia Clark (catálogo de exposição0 Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1998).
Lygia Clark. O corpo é a casa: sexualidade, invasão do "território" individual. In: Manuel J. Borja-Villel, Guy Brett, Paulo Herkenhoff et alli. Lygia Clark (catálogo de exposição0 Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1998.
Lygia Clark. "Nós somos os propositores", 1968

 

g- Arte neoconcreta

k- Arte e vida. Corpo

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Investigador
Equipe Brasil: Guilherme Bueno
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
Reproduced with permission. Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark.