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  • Registro ICAA
    1110868
    TÍTULO
    [Esta exposição desenvolve temas enunciados na exposição Bahia], BARDI, Lina Bo. [Esta exposição desenvolve temas enunciados na exposição Bahia]. In: Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, [1963].
    DESCRIPCIÓN
    1p.
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Manuscrito – Testimonios
    CITA BIBLIOGRAFICA
    BARDI, Lina Bo. [Esta exposição desenvolve temas enunciados na exposição Bahia]. In: Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, [1963]. 1p.
    DESCRIPTORES DE TÓPICO
    DESCRIPTORES GEOGRÁFICOS
Resumen

Texto de la arquitecto italiana radicada en Brasil Lina Bo Bardi sobre la muestra inaugural del MAP (Museu de Arte Popular) que se realiza en 1963, en Salvador, capital estatal de Bahía. En ella se presentan utensilios del cotidiano, aunque fabricados de modo artesanal por poblaciones del noreste brasileño: ropas, juguetes, muebles e, incluso, armas. A su juicio, la muestra debió llamarse “Civilização do Nordeste”, explicando que el término civilización es entendido aquí como “vida humana integral”. En el escrito se estipula que las piezas mostradas poseen un “sentido de resistencia”, al no haber sido hechas partiendo de necesidades reales de esa población paupérrima, relegada en Brasil al olvido y a la indiferencia general. Bo Bardi establece la diferencia entre arte popular y el folklore.

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Resumen

Texto da arquiteta Lina Bo Bardi sobre a exposição inaugural do Museu de Arte Popular, em 1963, na cidade de Salvador, estado da Bahia. A mostra apresentou objetos de uso cotidiano fabricados artesanalmente pela população da região Nordeste do Brasil, tais como utensílios domésticos, roupas, brinquedos, móveis e armas. Afirma que a exposição deveria se chamar "Civilização do Nordeste", e explica que o termo civilização é entendido como "a vida inteira dos homens". Declara que as peças têm um sentido de resistência, pois são produzidas a partir de necessidades reais de uma população pobre relegada ao esquecimento e à indiferença. Pontua a diferença entre arte popular e folclore.

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Comentarios críticos

Entre 1959 y 1964, la arquitecto Lina Bo Bardi [de soltera, Achillina Bo, 1914?92] vivió en Salvador (Bahía), época en que dirige el MAMB (Museu de Arte Moderna da Bahia). Como antes en el MASP paulista, donde era responsable de la programación y de las acciones didácticas, su gestión en el MAMB reitera el cometido con exposiciones sobre historia del arte, muestras de artistas contemporáneos incluso internacionales y de diversas tendencias, además de la revaloración de la cultura popular del “nordeste” brasileño. Bo Bardi promovía cursos regulares de arte, música, cine y teatro, talleres de diseño industrial y artesanías populares. Sus acciones dinamizan el medio artístico de esa región del país, poniendo a los artistas locales en contacto con personajes de renombre en el arte contemporáneo. Hacia 1963, se inaugura el Museu de Arte Popular con piezas de diferentes zonas del país.

Bo Bardi también escribió una carta al entonces gobernador del Estado de Bahía, Lomanto Júnior, a través de la cual solicitaba apoyo gubernamental para la implementación del Plano de Artesanato Popular, un proyecto de incentivo a la producción de artesanías en la región del noreste brasileño; dicho plan vendría a complementar las actividades del MAP [véase doc. no. 1110865].

El presente documento, a su vez, trae a la luz la visión crítica de Bo Bardi sobre las diversas dimensiones (poética, y sociopolítica) de las artes populares en el Brasil. Dicha concepción irguió los parámetros con los que se llevaron a cabo las primeras grandes exposiciones de artes populares en el país bajo su organización: entre ellas, la muestra Bahia que formó parte de la V Bienal de São Paulo, en 1959, y la muestra Civilização do Nordeste, que inauguró el Museu de Arte Popular en el Solar do Unhão (Salvador, 1963).

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Comentarios críticos

O documento explicita a visão crítica da arquiteta italiana Lina Bo Bardi sobre as dimensões poética, social e política da arte popular no Brasil. Essa concepção balizou a realização das primeiras grandes exposições de arte popular no país, organizadas por Bardi: a mostra "Bahia", que integrou a V Bienal de São Paulo, em 1959, e a mostra "Civilização do Nordeste", que inaugurou o Museu de Arte Popular no Solar do Unhão, na cidade de Salvador, estado da Bahia, em 1963. Lina Bo Bardi imigrou para o Brasil nos anos quarenta e, na década seguinte, assumiu um papel de destaque no ambiente cultural de São Paulo, sendo uma das responsáveis pela programação e pelas ações didáticas do Masp, fundado em 1947, sob direção de seu marido, o marchand Pietro Maria Bardi. A arquiteta viveu na cidade de Salvador, Bahia, entre 1959 e 1964, período em que dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia e criou o Museu de Arte Popular da Bahia.

 

Ver também:

ARTE popular. Diário de Notícias, Salvador, 5 nov. 1963. (Artigo de jornal).
BARDI, Lina. Carta ao governador da Bahia. Salvador, 1 maio 1963. Manuscrito.
ROCHA, Glauber. MAMB Não é Museu: é Escola e "Movimento" Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem. Sem local, sem nome do periódico, 21 set. 1960.

 

b- Cultura popular e projeto político

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Investigador
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
Reproduzido com o consetimento de Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, São Paulo, Brasil
Localización
Museu de Arte Moderna da Bahia