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Resumen

Lina Bo Bardi, directora del MAMB (Museu de Arte Moderna da Bahia), explica el título de Desenho concreto [Diseño concreto] que se le asigna a una muestra de motores de avión y diseños de piezas electrónicas presentadas en la institución a su cargo. Desde un punto de vista histórico, se explaya en los nexos existentes entre el progreso científico y los movimientos de vanguardia europeos, ya sea el neoplasticismo holandés (De Stijl) o el dadaísmo germano-suizo. A su juicio, el Concretismo desarrollado en Brasil fue un acontecimiento “tardío”. Además, está convencida de que los temas antes imaginados por vanguardistas tales como Kazimir Malevich, Piet Mondrian y Theo Van Doesburg, hacen hoy parte de la realidad. Argumenta que, en el mundo contemporáneo, el arte vuelve a identificarse con la técnica, así como la dualidad entre ciencia y arte tiende a fundirse. Ve como algo auspicioso la dimensión crítica que ejerce la sociedad moderna contemporánea.

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Resumen

A arquiteta Lina Bo Bardi, diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, explica o título "Desenho concreto" para a exposição de motores de avião e desenhos técnicos de peças eletrônicas apresentadas na instituição. Sob um ponto de vista histórico, discorre sobre as relações entre o progresso científico e os movimentos de vanguarda europeus De Stijil e Dadaísmo. Considera o Concretismo no Brasil como um acontecimento "tardio". Afirma que os temas outrora imaginados por artistas como Kasimir Malevitch, Piet Mondrian e Theo Van Doesburg hoje fazem parte da realidade. Argumenta que, no mundo contemporâneo, a arte volta a se identificar com a técnica e a dualidade entre ciência e arte tende à fusão. Afirma a dimensão crítica da sociedade moderna contemporânea.

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Comentarios críticos

El artículo muestra bien la visión crítica de la autora sobre las relaciones trabadas entre técnica y arte en el mundo contemporáneo. Pondera el surgimiento de un “arte concreto” en el Brasil de la década de los cincuenta e inicios de los sesenta, señalando los valores plásticos emanados de los motores y piezas industriales que expone el MAMB.

 

A inicios de la década de los cincuenta, la autora y arquitecta italiana radicada en Brasil, Lina Bo Bardi (de soltera, Achillina Bo, 1914-92), dirige la revista de arte Habitat, publicación del MASP (Museu de Arte de São Paulo). Al año siguiente, en 1951, y conjuntamente con su esposo, curador y director del MASP, Pietro Maria Bardi (1900-99), Lina funda el curso de diseño industrial en el IAC (Instituto de Arte Contemporânea) del propio museo, donde ella se desempeña también como docente. Entre 1959 y 1964 vivió en Salvador (Bahía), época en que dirige el MAMB (Museu de Arte Moderna da Bahia). Como antes en el MASP paulista donde era responsable de la programación y de las acciones didácticas, su gestión en el MAMB reitera el cometido con exposiciones sobre historia del arte, muestras de artistas contemporáneos incluso internacionales y de diversas tendencias, además de la revaloración de la cultura popular del “nordeste” brasileño. Bo Bardi promovía cursos regulares de arte, música, cine y teatro, talleres de diseño industrial y artesanías populares. Sus acciones dinamizan el medio artístico de esa región del país, poniendo a los artistas locales en contacto con personajes de renombre en el arte contemporáneo. Hacia 1963, se inaugura el Museu de Arte Popular con piezas de diferentes zonas del país.

 

En relación a este texto, véase de Lina Bo Bardi “O Museu de Arte Moderna da Bahia” [doc. no. 1110860].

 

Para más información, consúltese de Lina Bo Bardi “O Instituto de Arte Contemporânea surge…”, folleto de divulgación, ca. 1950, y “O Museu de Arte Moderna”, Diário de Notícias, Salvador, 18 de octubre de 1959; de Glauber Rocha “MAMB Não é Museu: é Escola e Movimento. Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem” (21 de septiembre de 1960); y de Jacob Ruchti “Instituto de Arte Contemporânea”, HABITAT, núm. 3, 1951.

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Comentarios críticos

O artigo da arquiteta Lina Bo Bardi, então diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, demonstra a visão crítica da autora sobre as relações entre técnica e arte na contemporaneidade. A arquiteta problematiza a realização da arte concreta no Brasil durante os anos cinqüenta e início dos sessenta apontando para os valores plásticos observados em motores e peças industriais. Lina Bo Bardi imigrou para o Brasil nos anos quarenta e, na década seguinte, assumiu um papel de destaque no ambiente cultural de São Paulo, sendo uma das responsáveis pela programação e pelas ações didáticas do Museu de Arte de São Paulo, fundado em 1947, sob direção de seu marido, o marchand Pietro Maria Bardi. A arquiteta viveu na cidade de Salvador, Bahia, entre 1959 e 1964, período em que dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia. Sua gestão é marcada por uma programação dinâmica que contemplava exposições didáticas sobre história da arte, mostras de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, de diferentes tendências, além da valorização da cultura popular nordestina. Promovia cursos regulares de arte, música, cinema e teatro, oficinas de desenho industrial e artesanato popular. Suas ações dinamizaram o ambiente artístico da região nordeste do país proporcionando o contato dos artistas locais com nomes de destaque da arte nacional e internacional.

 

Ver também:

BARDI, Lina Bo. O Museu de Arte Moderna. Diário de Notícias, Salvador, 18 out. 1959.
ROCHA, Glauber. MAMB Não é Museu: é Escola e "Movimento" Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem. Sem local, sem nome do periódico, 21 set. 1960.
RUCHTI, Jacob. Instituto de Arte Contemporânea. Habitat n. 3, 1951.
[BARDI, Pietro Maria & BARDI, Lina Bo?]. "O Instituto de Arte contemporânea surge...". Folheto de divulgação do IAC, [1950?].
[Lina Bo Bardi?]. Formas como escultura. Salvador, 1960. Datiloscrito.

 

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

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Investigador
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
Reproduzido com o consetimento de Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, São Paulo, Brasil
Localización
Museu de Arte Moderna da Bahia