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Resumen

Declaración en formato de manifiesto, donde artistas y críticos de São Paulo sugieren ciertas reglas para la composición del jurado que tendrá a su cargo la selección de obras para la II Bienal de São Paulo, en 1953. Según redactan, los firmantes del documento demandan un tipo de composición más equilibrada del jurado corrspondiente para que se logre la participación de algunas asociaciones de artistes ya existentes en la urbe paulista; entre ellas, el Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo.

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Resumen

Declaração em formato manifesto, no qual artistas e críticos de São Paulo sugerem regras para a composição do júri de seleção para a II Bienal de São Paulo, em 1953. Na redação, os artistas e críticos assinantes reclamam uma composição mais equilibrada do júri de seleção da Bienal de São Paulo, de modo a haver participação das associações de artistas já existentes na cidade, naquele período (sobretudo o Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo).

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Comentarios críticos

Los artistas Clovis Graciano, Waldemar Cordeiro (1925–73), Alfredo Volpi (1896–1988), Renina Katz (n. 1925) y Vitor Brecheret (1894–1955), además de los críticos José Geraldo Vieira (1897–1977) y Mário Baratta (1921–2007) son algunos de los firmantes mencionados a lo largo del documento.  La declaración aquí mencionada no lleva las firmas al final.

 

Clovis Graciano: pintor, grabador, escenógrafo e ilustrador, quien pasó a ser parte del llamado Grupo Santa Helena (1937), formado por artistas de la inmigración europea que frecuentaban los talleres del español Francisco Rebolo (1902–80) u del italiano Mario Zanini (1907–71). A partir de la década de cincuenta, y después de una larga residencia en París, pasa a dedicarse a la pintura mural; en la historiografía del arte brasileño se identifica como un artista que siempre permaneció fiel a la tendencia figurativa.

 

Waldemar Cordeiro fue pintor, escultor, grabador, diseñador de jardines y pieza fundamental tanto del Manifiesto ruptura [véase archivo digital ICAA (doc. no. 771349); en versión manuscrita (doc. no. 1232213)] como, posteriormente, de la tendencia conocida como concretismo. Dicha corriente se fundamenta en un abandono radical de la figuración dirigiéndose, en cambio, hacia una abstracción geometrizante. A ese respecto, hubo en la prensa una respuesta inmediata de la crítica conservadora (encabezada por Sérgio Milliet) que veía amenazados sus intereses (doc. no. 1085337). Las versiones de las bienales de la segunda mitad de los años cincuenta (IV y V), tuvieron una participación significativa de la corriente concretista; consúltese al respecto los escritos de Lourival Gomes Machado, “Sobre nós mesmos” (doc. no. 1110726) y “Ainda não é amanhã” (doc. no. 1110722).

 

Alfredo Volpi es pintor y factor fundamental para la articulación del Grupo Santa Helena; sintomáticamente, también, en la década de cincuenta, abandona poco a poco la corriente figurativa para asumir la abstracción. Durante la II Bienal Internacional de São Paulo, en 1953, divide el premio de mejor pintor a escala nacional Emiliano Di Cavalcanti (1897–1976). Participa en las ediciones de la Exposição Nacional de Arte Concreta (1956 y 1957).

 

Renina Katz es grabadora e ilustradora, formada en la Escola Nacional de Belas-Artes de Rio de Janeiro. Hacia 1951, fija su residencia en la capital paulista, donde actúa como profesora de grabado y dibujo del MASP (Museu de Arte de São Paulo) fundado por el periodista Assis Chateaubriand, y tanto en la FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) como en la FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo — Universidade de São Paulo).

 

Vitor Brecheret, el reconocido escultor, inicia sus estudios en el Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, para completar posteriormente su formación en Roma (1913–19). Doce esculturas suyas participan de la Semana de Arte Moderna (São Paulo, 1922), estructura vertebral de lo que será el movimiento modernista brasileño. Entre las encomiendas de obra pública y monumentos a su cargo, se destaca el conjunto Monumento às Bandeiras (1936–54, frente al Parque do Ibirapuera), con el cual se abren las conmemoraciones del IV Centenário de la Ciudad de São Paulo.

 

José Geraldo Vieira, el médico, profesor y escritor, fungió de crítico de arte para el diario Folha de São Paulo convirtiéndose en uno de los principales reseñistas de las ediciones bienales de São Paulo.

 

Mário Baratta es un historiador, profesor, museólogo y crítico de arte, que opero durante algún tiempo junto a ciertos órganos gubernamentales del patrimonio histórico y artístico así como al Conselho Internacional de Museus (ICOM) no Brasil. Sus textos de crítica de arte compendian uno de los mayores aportes a la historia del arte brasileño.
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Comentarios críticos

Os artistas Clovis Graciano, Waldemar Cordeiro, Alfredo Volpi, Renina Katz e Vitor Brecheret, e os críticos José Geraldo Vieira e Mário Baratta são alguns dos mencionados ao longo do documento, como abaixo-assinantes do manifesto. Clovis Graciano (1907-1988): pintor, gravador, cenógrafo e ilustrador, que viria a integrar o chamado Grupo Santa Helena (1937) e a partir dos anos 1950, dedica-se à pintura mural (depois de uma estadia de dois anos em Paris). Dentro da historiografia da arte brasileira, é um artista que teria permanecido fiel ao figurativismo. Waldemar Cordeiro (Roma, Itália,1925 - São Paulo, 1973): pintor, escultor, gravador e ilustrador e um dos fundadores do Grupo Ruptura, em São Paulo (1952), a primeira manifestação do Concretismo em São Paulo, que se funda num abandono do figurativismo em direção ao abstracionismo. As edições da Bienal de São Paulo da segunda metade da década de 1950 têm uma participação significativa dos concretistas. Alfredo Volpi (Lucca, Itália, 1896 - São Paulo, 1988): pintor, participante do Grupo Santa Helena e que nos anos 1950, também abandona gradativamente a figuração em direção à abstração. Em 1953, divide o prêmio de melhor pintor nacional com Di Cavalcanti na II Bienal de São Paulo. Em 1956 e 1957, participa das edições da Exposição Nacional de Arte Concreta. Renina Katz (1925- ): gravadora e ilustradora, formou-se na Escola Nacional de Belas-Artes no Rio de Janeiro, e em 1951, fixa residência em São Paulo, onde atua como professora de gravura e desenho do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, na Fundação Armando Álvares Penteado, e por fim, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Vitor Brecheret (1894-1955): escultor; inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, para depois completar sua formação em Roma (1913-1919). 12 esculturas suas participam da Semana de Arte Moderna, em São Paulo (1922) - marco fundamental de arte moderna no Brasil. Dentre vários monumentos e obras de encomenda importantes por ele realizados, destaca-se o conjunto do Monumento às Bandeiras (1936-1954), em frente ao Parque do Ibirapuera, que abrira as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo. José Geraldo Vieira (1897-1977): médico, professor e escritor, foi crítico de arte no jornal Folha de São Paulo e um dos principais resenhistas das edições da Bienal de São Paulo. Mário Baratta (1921-2007): historiador, professor, museólogo e crítico de arte, tendo atuado junto aos órgãos governamentais de patrimônio e ao ICOM, no Brasil. Seus textos de crítica de arte compõem uma das mais importantes contribuições para a história da arte brasileira.

A declaração não está assinada ao final.

 

m- Bienal de São Paulo

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Investigador
Equipe Brasil: Ana Magalhães
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo