Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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Resumen

El documento es una antología poética regional (zona de Bezerros, estado de Pernambuco) que reúne unos 50 poemas e historias relativas a la llamada “literatura de cordel”. Se trata de pequeñas ediciones que circulan en los mercados públicos del noreste brasileño, colgantes de una cuerda (cordel) con grabados populares (portada y contraportada) de cuño político o legendario de esta empobrecida zona del Brasil: el sertão. Todas las ilustraciones incluidas en el volumen son del grabador y célebre “cordelista” J. Borges.

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Resumen

Trata-se de um livro reunindo cerca de 50 poemas e histórias de cordel, além de inúmeras gravuras, que as ilustram, de J. Borges, o mais célebre gravador e cordelista da região de Bezerros, interior de Pernambuco.

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Comentarios críticos

El grabado “de cordel” es una forma viva y espontánea que vincula las artes gráficas a la idea de una construcción comunitaria, permitiendo que cuentos de la tradición oral se vuelvan a editar y preserven la cultura local. Su rasgo preferencial narrativo es el de tratar las situaciones cotidianas de manera satírica. Tal es el caso de la producción de J[osé Francisco] Borges (n. 1935) quien describe, por lo general, asuntos y escenas del interior del estado de Pernambuco. Entre sus relatos están “O noivo medroso” [El novio timorato], “A mulher da ligeireza” [La mujer ligera], “O velho que achou o dinheiro” [El viejo que encontró dinero], “A velha e o papagaio” [La vieja y el loro], “A filosofia do peido” [La filosofía del pedo] y muchas otras donde se mezclan cotidiano, fantasías, bajezas y farsa que, por lo menos, se canta. Los grabados, de tosca impresión, revelan lo colectivo, no en la confección sino en la circulación. Como gremio medieval, la familia entera de J. Borges, e inclusive algunos vecinos, participan tanto de la producción como de la comercialización de dichos libros; los grabados, a su vez, se venden “surtidos” y se vuelven a emplear por otros artistas como carteles, portadas de discos, volantes de propaganda y demás.

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Comentarios críticos

A escolha deste material deve-se ao fato de a gravura de cordel ser uma forma viva e espontânea de relacionamento entre arte gráfica e construção comunitária. Além de permitir que histórias tradicionais oriundas da tradição oral sejam reditadas, perpetuando assim a cultura local entre os mais jovens, o cordel possibilita o aparecimento de novas histórias e modos de narrativa a partir de situações cotidianas quase sempre tratadas de modo satírico. É o caso das produções de J. Borges que, em geral, contam de modo breve e bem humorado casos e cenas do interior pernambucano. Histórias como a de "O noivo medroso", "A mulher da ligeireza", "O velho que achou o dinheiro", "A velha e o papagaio", "A filosofia do peido" e outras, misturam crônicas da vida diária ao fantasioso, perfazendo no gênero baixo, ou em seus mistos, a farsa na distração do cantado. As gravuras, toscamente entalhadas e impressas revelam também o caráter coletivo senão de sua confecção, de sua circulação, tornando-se não arte ou alguma coisa sob esta acepção, mas figuras que ornamentam a farsa, acompanhando emblematicamente o andamento da narrativa. A família inteira de J. Borges (filhos, mulher, irmãos e cunhados), além de alguns vizinhos, participam da produção e da comercialização de livros como este, além de gravuras, de diversos formatos, vendidas em "sortidos", que servem a muitas finalidades tais como cartazes, capas de disco, volantes de propaganda, etc.

 

i- Gravura popular e cordel

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Investigador
Equipe Brasil: Luiz Armando Bagolin
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Acervo Pessoal Luiz Armando Bagolin