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  • Registro ICAA
    1110606
    TÍTULO
    Lívio Abramo, um depoimento: a integridade e a ética de Lívio Abramo: exemplo aos jovens
    IMPRENTA
    Curitiba, Brasil : Museu de Gravura da Cidade de Curitiba, 1989
    DESCRIPCIÓN
    9p.
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Artículo de revista – Testimonios
    CITA BIBLIOGRAFICA
    ABRAMO, Lívio. Lívio Abramo, um depoimento: a integridade e a ética de Lívio Abramo: exemplo aos jovens. Boletim: II Seminário de Gravura de Arte, Curitiba, Museu da Gravura da Cidade de Curitiba, n.1, p.5-13, 1989.
    DESCRIPTORES NOMBRES
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Resumen

Trata-se de um boletim ou informe do Museu da Gravura de Curitiba, mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, datado de 1989. Em seu primeiro número, o referido boletim traz a transcrição de um depoimento concedido por Lívio Abramo, durante o II Seminário de Gravura de Arte, realizado naquela fundação, sob o título O Pioneirismo da Gravura. No presente boletim, este depoimento, transcrito por Rodrigo Marques Ferreira, foi publicado sob outro título: Lívio Abramo, um depoimento. A integridade e a ética de Lívio Abramo: exemplo aos jovens. O Boletim traz ainda como suplemento uma coletânea de artigos e textos críticos feitos sobre a obra de Lívio por diversos autores tais como José Neistein, Arnaldo Pedroso d’Horta, Frederico Morais, Radha Abramo, Mário Pedrosa e Fayga Ostrower.

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O depoimento prestado por Lívio Abramo (1903-1992) neste seminário é muito importante, não apenas por se tratar de seu último depoimento público, como também por ratificar as suas posições sobre a arte e as suas relações com a moral e com o mercado. Para Lívio, e em detrimento das dificuldades econômicas passadas durante sua juventude, a arte é opção de vida, senda para a liberdade do que se quer fazer, e não mercadoria vendável, também passível de suprir as "necessidades publicitárias". Relutante na possibilidade de venda de alguma obra sua, preferiu satisfazer os desejos fortuitos dos amigos, prestando-se à elaboração de "s assim como de desenhos lascivos de mulheres nuas, o que o posiciona, como artista, ao lado do vulgo (e ao lado de Goeldi, seu companheiro), desinteressado pelas demandas do "establishment". Para Lívio, a arte não tem relação qualquer com dinheiro ou benefícios que estejam em desacordo com o ethos. Sendo particularmente uma atividade moral, é na ética que pode ser encarecida, senão somente pela sua atitude em relação ao mercado, tanto mais pela de seu companheiro Goeldi, que, pelo rigor de sua formação européia, poderia ter sido, além de artista, gravador, um padre batista. Nesta altura, Lívio propõe ilações, não sem ironia, entre o caráter ascético de Goeldi, seu amigo, e o avô anarquista, que foi, por três vezes rico e três vezes pobre "porque não queria ser rico". Por isso, preferiu dar suas obras a vendê-las, expondo muitas vezes ao ridículo os grandes empresários que se propunham comprá-las, mesmo baratas, com algum abatimento. Lívio recorda também encomenda feita por uma embaixadora que lhe pede uma gravura com três cavalos de três metros de comprimento, o que é uma bobagem, pois a arte não se agiganta para uma exposição de caráter privado. Lívio conclui o seu depoimento respondendo a apenas uma pergunta da platéia, sobre quais os motivos que o levaram a deixar o Brasil. A resposta comove todos, porque a motivação que o faz imigrar é a mesma que o moveu desde sempre: a sobrevivência, sem concessões que ofendam a moral. Não obstante, a formação de um importante atelier de gravura no país vizinho, Lívio acena o desejo de voltar ao Brasil brevemente. Lívio faleceu em Assunção, Paraguai, em 26 de abril de 1992, quase três anos após ter concedido este depoimento.

 

i- A moderna gravura brasileira (ação individual e círculo de gravadores)

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Investigador
Equipe Brasil: Luiz Armando Bagolin
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Biblioteca do Museu de Arte Contemporânea - MAC/USP