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  • Registro ICAA
    1110582
    TÍTULO
    "111" de Nuno Ramos
    IMPRENTA
    São Paulo, Brasil : Cebrap, jul. 1994
    DESCRIPCIÓN
    15p.
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Artículo de revista – Ensayos
    CITA BIBLIOGRAFICA
    TASSINARI, Alberto. "111" de Nuno Ramos. Novos Estudos, Cebrap, São Paulo, n.39, p.133-147, jul. 1994.
    DESCRIPTORES DE TÓPICO
    DESCRIPTORES NOMBRES
    DESCRIPTORES GEOGRÁFICOS
Resumen

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Resumen

O texto sobre a obra "111" (1992-1993), do artista Nuno Ramos, se divide em três partes. Na primeira delas, o filósofo e crítico de arte Alberto Tassinari traça um breve painel do contexto social, político, cultural e ideológico do Brasil quando ocorre a invasão da Casa de Detenção de São Paulo pela polícia militar, durante uma rebelião de detentos, em 2 de outubro de 1992, numa ação que provocou o massacre de 111 presos, segundo os números oficiais. De acordo com o autor, a produção artística no país conquista uma "autonomia ideológica", que lhe era até então estranha, a partir dos anos 1980, após os críticos e artistas perceberem, na década anterior, que a melhor maneira de atrelar arte e política, sob um regime militar (1964-1985), era desuní-las. Pois é diante da falência estética de projetos artísticos "de esquerda" que "111" contrasta com a fisionomia geral da arte brasileira contemporânea: ao se apresentar como "obra política", "mas não imediatamente política", segundo Tassinari, ou seja, sem o pendor ideológico de outrora e sem perdas estéticas, apesar de surgir das circunstâncias. Na segunda e na terceira parte do ensaio, o autor analisa o trabalho "111" e a obra de Nuno Ramos.

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Comentarios críticos

Escrito em dezembro de 1993, o texto foi originalmente publicado na revista inglesa "Third Text" e republicado no ano seguinte, com algumas alterações, na "Novos Estudos", então editada pelo crítico de arte Rodrigo Naves. Aqui, o filósofo e também crítico de arte Alberto Tassinari comenta as duas montagens (em 1992 e 1993) de "111", obra de Nuno Ramos que faz referência ao número de mortos divulgado pela polícia militar do Estado de São Paulo, no incidente notabilizado pela imprensa brasileira como "Massacre do Carandiru". Na opinião do autor, a segunda apresentação do trabalho, em junho de 1993, na galeria Gabinete de Arte, em São Paulo, deixa de lado o imaginário "mais imediato dos acontecimentos", em favor de uma representação "mais profunda", pela busca de um sentimento de solidariedade onde só parece haver a barbárie. O trabalho é considerado pelo crítico como "intenso", e não apenas por suas dimensões físicas, mas também pela capacidade de traduzir o horror e a esperança da sociedade brasileira. A interpretação crítica de Tassinari sobre "111" valoriza o aspecto "político" do trabalho que, embora alusivo a uma chacina, prescinde da carga literária do tema.

e- Reflexões sobre transformações históricas, perspectivas políticas e sentido social da arte

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Investigador
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP