Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • Registro ICAA
    1110413
    AUTOR
    Martins, Carlos Estevam, 1936-
    TÍTULO
    Anteprojeto do Manifesto do Centro Popular de Cultura, redigido em março de 1962
    NOTAS

    Publicado originalmente como manuscrito:

    [MARTINS, Carlos Estevam]. Anteprojeto do Manifesto do Centro Popular de Cultura, redigido em março de 1962. Rio de Janeiro, 1962.

    DESCRIPCIÓN
    24p.
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Artículo de libro/folleto – Manifiestos
    CITA BIBLIOGRAFICA
    [MARTINS, Carlos Estevam]. Anteprojeto do Manifesto do Centro Popular de Cultura, redigido em março de 1962. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Impressões de viagem - CPC, vanguarda e desbunde: 1960/1970. São Paulo: Brasiliense, 1981. 2ed. p.121-144.
    DESCRIPTORES GEOGRÁFICOS
Resumen

El esbozo inicial del manifiesto, dividido en siete partes, declara que los preceptos estéticos de intelectuales y artistas vinculados al CPC (Centro Popular de Cultura) parten de problemas en torno a la realidad social imperante en el Brasil, y sobre asuntos que atañen procesos materiales que superan los lindes de la estética. Esta relativa autonomía respecto al campo artístico implica —a juicio de los integrantes del CPC— una fuerza activa y eficaz en el meollo de la estructura de la sociedad y se fundamenta por medio de un órgano que opera, desde lo artístico y cultural, un enfoque tanto popular como revolucionario. Siendo una entidad que representa al pueblo del país, el CPC ve su surgimiento, desarrollo y expansión como parte de un proceso de ascensión de “las masas” y de las clases explotadas económicamente y subyugadas en lo político. No se trata de entender al público o al pueblo como si fueran una entidad homogénea, sino de encaminar los diversos sectores y estratos sociales por medio de formulaciones artísticas que se comprometen con los intereses de la clase revolucionaria. Desde ese punto de vista, surge la diferenciación entre arte del pueblo, arte popular y el que propugna el CPC; esto es un arte popular de índole revolucionaria, y según la cual —en el Brasil de inicios de la década de sesenta— no hay arte popular que escape al arte político. Dicha producción artística se considera superior al llamado “arte superior”, por el hecho de alcanzar “representación adecuada de la realidad en la totalidad de su ser en movimiento”. De no ser así, o de ignorar las jerarquías existentes en lo real, se estaría cayendo en un arte enajenado y de élites.

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Resumen

O anteprojeto de manifesto, dividido em sete partes, declara que as concepções estéticas de intelectuais e artistas ligados ao Centro Popular de Cultura (CPC) partem de problemas da realidade social, de questões ligadas aos processos materiais, e não apenas do campo da estética. Esta relativa autonomia da arte é a condição para convertê-la em força ativa e eficiente dentro da estrutura da sociedade e o fundamento do CPC em seu exercício de órgão artístico e cultural de caráter popular e revolucionário. Enquanto entidade representativa do povo, o Centro entende seu nascimento, desenvolvimento e expansão pelo Brasil como parte de um processo de ascensão das "massas", das classes sociais exploradas economicamente e dominadas politicamente. Não se trata de compreender o público ou o povo como um corpo homogêneo, mas de se dirigir aos diferentes setores e estratos sociais com formulações artísticas comprometidas com os interesses da classe revolucionária. Surge deste ponto a distinção entre a arte do povo, a arte popular e a, praticada pelo CPC, arte popular revolucionária, segundo a qual, no Brasil do começo dos anos 1960, não há arte popular fora da arte política. Tal produção artística se pretende superior à da chamada "arte superior", por lograr a "representação adequada da realidade na totalidade do seu ser em movimento". Caso contrário, ou deixar de reconhecer o caráter hierárquico do real, é incidir no erro da arte alienada e de elite.

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Comentarios críticos

El CPC (Centro Popular de Cultura) nació en la ciudad de Rio de Janeiro como órgano ligado a la UNE (União Nacional dos Estudantes) en 1961, durante el inicio del breve mandato del Presidente João Goulart (1961-64). En torno a él, se reunieron artistas e intelectuales del teatro, la danza, el cine, la literatura y las artes plásticas, los cuales se empeñaban en una transformación social efectuada a partir de un arte comprometido de cuño popular. Durante su corta actividad —interrumpida por el Golpe Militar infligido con ostensivo apoyo de la CIA) en 1964— el CPC fue un incentivo para creación de entidades similares en todo el territorio brasileño, a través de sus objetivos pedagógicos de popularización de la práctica y de la producción artísticas.

 

Este anteproyecto del manifiesto final fue redactado conjuntamente por representantes en torno al sociólogo Carlos Estevam Martins, el entonces director del CPC de Rio de Janeiro. Se empleó como instrumento de concientización política en las diversas entidades similares en el Brasil. No obstante, el documento provocó reacciones entre miembros de la entidad; sobre todo, aquellos artistas que reivindicaban la necesidad de ahondar en las discusiones “estéticas”, más allá de la restricta visión nacional-popular de cultura.

 

[Sobre este tema, véase también en el archivo digital ICAA, “Cultura popular” de Sebastião Uchoa Leite (doc. no. 1110365); y el texto de Ferreira Gullar “Cultura posta em questão” en el archivo digital ICAA (doc. no. 1110364)].

 

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Comentarios críticos

Criado durante o governo de João Goulart, em 1961, no Rio de Janeiro, o Centro Popular de Cultura é um órgão ligado à União Nacional dos Estudantes que reúne artistas e intelectuais do teatro, da música, do cinema, da literatura e das artes plásticas, empenhados na transformação social por meio de uma arte popular engajada. Durante sua curta atividade, até 1964, o CPC incentivou a criação de congêneres em diversos Estados do Brasil, com objetivos pedagógicos de popularização da prática e da produção artísticas. O anteprojeto de manifesto, escrito pelo grupo de representantes ligado ao sociólogo Carlos Estevam Martins, então diretor do Centro carioca, passou a ser utilizado como instrumento de conscientização política nas diversas unidades da organização. O documento provocou, no entanto, dissensões dentre os membros da entidade, por parte dos artistas que reivindicavam a necessidade de um aprofundamento das discussões estéticas, em lugar da exclusiva concepção nacional-popular de cultura.

Ver também: GULLAR, F. Cultura posta em questão.

b- Centro e periferia: subdesenvolvimento e dependência

b- Cultura popular e projeto político

e- Arte como missão . Democratização e popularização da cultura

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Investigador
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP