Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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Resumen

De modo contundente, Aracy Amaral afirma que no hay un arte de vanguardia de cuño brasileño, por el hecho de no haber existido núcleos artísticos de considerable densidad y capaces de suministrar elementos de innovación. A su juicio, la ausencia de tradición pictórica, resultado del legado portugués, vino a ser substituida por la tradición artesanal del tallado en madera, por las imágenes populares de cuño afro y por las artesanías indígenas. Desde la introducción de la pintura descriptiva e histórica europeas en el Brasil, Almeida Júnior pasa a ser el primer artista que propone una temática brasileña, aunque con hechura francesa. La autora atribuye a Tarsila do Amaral la irrupción de una pintura con colorido brasileño y gusto rural ranchero, bajo el filtro ambas de una práctica cubista, atribuyéndole a la FAM (Família Artística Paulista) el haber captado el paisaje del suburbio. Se reconoce el aporte de los artistas extranjeros, así como el internacionalismo de Ismael Nery, de Vicente do Rego Monteiro y de Flávio de Carvalho. Percibe, todavía, el predominio de la idea de arte como expresión individual, de tal modo, que acepta que las corrientes concretistas o geométricas sean fruto de informaciones traídas al país por las bienales de São Paulo. En cambio, considera el arte Pop una manifestación carente de impulso auténtico e intelectualizada, surgida en los Estados Unidos. Entre los artistas ingenuos o primitivos, Amaral observa un arte de tenor genuino e instintivo, aunque de escaso interés plástico. Denuncia la precariedad de las escuelas de arte, así como el aporte que brindan los cursos de arquitectura para la formación de profesionales en el ámbito artístico y que contribuye para desarrollar una perspectiva de las cuestiones sociales en el Brasil. Destaca que los artistas jóvenes son de formación autodidacta y evitan los conocimientos técnicos. Detecta diferencias entre los artistas de Río de Janeiro y de São Paulo; los “cariocas” muestran ganas de participar de la problemática histórica del país, aunque sin caminos formales definidos; en los paulistas, por otra parte, a pesar de una mayor regularidad productiva, los ve ajenos a la realidad nacional. Amaral sitúa el arte, en el Brasil, como un fenómeno elitista y cerrado, lejano tanto de la realidad como de la universidad; lo que resulta en su escasa expresión dentro del contexto de la cultura brasileña.

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Resumen

Aracy Amaral afirma que não há arte de vanguarda no Brasil, por que inexistem núcleos artísticos suficientemente densos que possam fornecer elementos inovadores. Considera que a ausência de tradição pictórica decorrente da herança portuguesa seria substituída pela tradição artesanal de entalhe em madeira, pela imaginária popular africana e pelo artesanato indígena. Desde a inserção da pintura descritiva e histórica européia no Brasil, Almeida Junior teria sido o primeiro artista a propor uma temática brasileira, ainda que com fatura francesa. Atribui a Tarsila do Amaral o surgimento de uma pintura com cores brasileiras e gosto rural caipira, filtradas através do exercício do cubismo, e atribui à Família Artística Paulista a captação da paisagem de subúrbio. Reconhece a contribuição dos artistas estrangeiros e o internacionalismo de Ismael Nery, Rego Monteiro e Flávio de Carvalho. Nota ainda o predomínio da idéia de arte como expressão individual e entende que as correntes concretistas ou geométricas são fruto de informações trazidas pelas bienais de São Paulo. Considera a arte pop no Brasil uma manifestação intelectualizada e destituída do impulso autêntico, que a gerou nos Estados Unidos. Entre artistas ingênuos ou primitivos, observa uma arte genuína e instintiva, mas de pouco interesse plástico. Acusa a precariedade das escolas de arte e a contribuição dos cursos de arquitetura para a formação de profissionais do meio artístico, o que contribui para gerar uma visão das questões sociais do país. Conclui que os artistas jovens têm formação autodidata e prescindem de conhecimentos técnicos. Nota diferenças entre artistas cariocas e paulistas. Cariocas, com vontade de participar da problemática histórica do país, mas sem caminhos formais definidos. Paulistas, com maior regularidade produtiva, mas alheios à realidade nacional. Situa a arte como um fenômeno fechado e elitista, no Brasil, longe da universidade e da realidade, e portanto pouco expressiva no contexto da cultura brasileira.

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Comentarios críticos

El seminario “Propostas 66” fue organizado por el artista plástico, paisajista arquitectónico y teórico del arte concreto Waldemar Cordeiro (1925?73) en el auditorio de la Biblioteca Municipal de São Paulo, entre los días 12 y 15 de diciembre de 1966. Se proponía lograr un balance crítico y operativo de aquellos movimientos artísticos brasileños vinculados tanto al nuevo realismo como al arte Pop, abarcando desde las artes plásticas hasta la comunicación de masa. Las propuestas se desarrollaron a lo largo de cuatro noches, cada una de ellas bajo un tema diferente. En la primera noche, el tema postulado por la crítica, curadora e historiadora del arte Aracy A. Amaral (n. 1930) fue “Conceituação da arte nas condições históricas atuais do Brasil” [Un concepto de arte bajo las condiciones históricas actuales de Brasil]; tuvo como presidente de la mesa al crítico Mário Pedrosa (1900?81) y como relator al pintor, arquitecto y profesor Sérgio Ferro (n. 1938). Habrá que destacar el hecho de que la opinión externada por Amaral en esta “propuesta” se contrapone frontalmente a las posiciones presentadas en el mismo seminario tanto por el artista Hélio Oiticica (1937?80) como por el crítico Frederico Morais (n. 1936), quienes reconocen, a pie juntillas, la existencia de una vanguardia brasileña original.

 

En referencia a este asunto y como complemento, consúltese de Frederico Morais, “Vanguarda, o que é”, Vanguarda brasileira (Belo Horizonte: UFMG, 1966); y de Hélio Oiticica, “Situação da vanguarda no Brasil” (noviembre de 1966) [doc. no. 1110376].

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Comentarios críticos

O seminário Propostas 66 foi organizado por Waldemar Cordeiro no auditório da Biblioteca Municipal de São Paulo entre os dias 12 e 15 de dezembro de 1966. Propunha um balanço crítico e operativo dos movimentos artísticos brasileiros ligados ao novo realismo e à arte pop, abrangendo artes visuais e comunicação de massa. Realizado em quatro noites, cada uma com um tema diverso. O tema apresentado pela crítica e historiadora de arte Aracy Amaral, na primeira noite, foi "Conceituação da arte nas condições históricas atuais do Brasil", sendo presidente da mesa Mário Pedrosa e relator Sérgio Ferro. A opinião de Aracy Amaral contrasta com as posições apresentadas, no mesmo seminário, por Hélio Oiticica e Frederico Morais, que reconhecem a existência de uma vanguarda brasileira original.

Ver também:

Frederico Morais. Vanguarda, o que é. Vanguarda Brasileira. Belo Horizonte: UFMG, 1966.
Hélio Oiticica. Situação da vanguarda no Brasil. Nov. 1966

c- Particularidades da vanguarda no Brasil nos anos 60: abordagens do realismo e consciência da realidade brasileira

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Investigador
Marco Andrade
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
Courtesy of personal archives of Aracy A. Amaral, São Paulo, Brazil
Localización
Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAU/USP