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  • Registro ICAA
    1110341
    TÍTULO
    O problema social na arquitetura
    NOTAS

    Publicado posteriormente em:

    XAVIER, Alberto (org.). Depoimento de uma geração - arquitetura moderna brasileira. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p.184-188.

    IMPRENTA
    São Paulo, Brasil : [s.n.], set./out 1955
    DESCRIPCIÓN
    2p.
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Artículo de revista – Conferencias
    CITA BIBLIOGRAFICA
    NIEMEYER, Oscar. O problema social na arquitetura. A & D: Arquitetura e Decoração, São Paulo, n.13, p.[6-7], set./out 1955.
    DESCRIPTORES DE TÓPICO
Categorías Editoriales [?]
Resumen

Oscar Niemeyer comenta aquí el malestar y reserva que produce, en ciertos individuos del ramo, la arquitectura moderna brasileña. Por un lado, “los tradicionalistas” que anhelan preservar el legado de la cultura popular (a veces ancestral) y, por el otro, “los racionalistas” que tienden a defender soluciones objetivas y simples. Amén de respetar tales críticas (extranjeras inclusive), analiza sus motivos y justificativas, creyendo que una de las principales fallas en el registro arquitectónico (y que reflejan la paradoja social) es su falta de contenido humano. Es consciente de las limitaciones propias a la profesión, generalmente dedicada a la construcción de casas burguesas, predios gubernamentales u obras comerciales. En ese momento, la inexistencia de una industria de construcción civil había permitido toda una miscelánea formal de soluciones arquitectónicas, lo cual hacía imposible una arquitectura de contenido social, orientándose, en cambio, hacia una especulación de formas que parten de los sistemas constructivos en vigor. Compartiendo objetivos con el urbanista Lúcio Costa (en torno a la falta de interés que hay aún en la planificación de las ciudades), juzga ser imposible una alianza entre formas tradicionales y técnicas modernas. Queriendo alejarse, lo más posible, de soluciones desgastadas, Niemeyer  procura un nuevo sentido plástico que obedece a una lógica armoniosa y que intenta ser ajeno a la explotación inmobiliaria. Por su carácter intrínsecamente socialista, cita el caso soviético que en la URSS se vuelca siempre a lo colectivo. 

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Resumen

Oscar Niemeyer comenta a insatisfação e a reserva de alguns arquitetos brasileiros em relação à arquitetura moderna brasileira. De um lado, tradicionalistas, que almejam uma arquitetura baseada na tradição e cultura do povo e, de outro, racionalistas, que querem soluções simples e racionais. Respeita tais críticas, mesmo por parte dos estrangeiros, e pondera sobre os motivos e justificativas. Acredita que uma das principais deficiências a registrar na arquitetura seria a falta de conteúdo humano, refletindo as contradições sociais. Reconhece o limite da profissão, que esteve voltada às casas burguesas, ao governo e às obras comerciais. Ausência de contenção e inexistência de uma indústria da construção civil permitiram variedade e riqueza de formas e a afastaram da rigidez da arquitetura européia, assim como tornaram impossível uma arquitetura social, orientando-se para a especulação formal a partir dos sistemas construtivos em uso. Destaca a importância de Lúcio Costa para a união de características funcionais à beleza da forma plástica. Seria impossível aliar formas tradicionais com as técnicas modernas. Afastando-se das soluções repetidas, cria-se um novo sentido plástico, lógico e harmonioso. Alguns exemplos de baixo nível seriam devidos à própria popularização da arquitetura moderna. Lamenta o descaso pelo planejamento e pelo urbanismo das cidades, entregues à exploração comercial imobiliária. Cita o caso soviético por seu caráter humano, voltado aos problemas coletivos que, infelizmente, não encontram lugar para sua aplicação no Brasil.

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Comentarios críticos

Esta es la conferencia de Oscar Niemeyer en la Faculdade Nacional de Arquitetura (Río de Janeiro) cuando se celebra la primera década de su fundación. Su profunda reflexión arquitectónica responde a diversas críticas sobre “el formalismo” que comanda la nueva arquitectura moderna brasileña, las cuales van dirigidas, indirectamente, contra su visión del diseño y producción. Lo que está en el trasfondo del debate es que Niemeyer es un miembro del PCB (Partido Comunista Brasileiro) que se debate contra las propias contradicciones de hacer obra para las élites y para el gobierno burgués (que no tiene ningún objetivo proletario).

 

[Como lectura complementaria, véanse en el archivo digital ICAA del propio Niemeyer “Depoimento” (doc. no. 1110334); “Forma e função na arquitetura” (doc. no. 1110349); y “Arquitetura = Architecture” (doc. no. 1110340); y de Mário Pedrosa “Niemeyer e crítica de arte” (doc. no. 1086699); “L’architecture moderne au Brésil” (doc. no. 1086489); “A cidade nova, síntese das artes” (doc. no. 1086503); “Espaço e arquitetura” (doc. no. 1087020); “Introdução à arquitetura brasileira – I; Introdução à arquitetura brasileira – II” (doc. no. 1086620); “Introdução ao tema inaugural: A cidade nova, obra de arte” (doc. no. 1110409); “MAM: reconstrução” (doc. no. 1111078); “Parecer sôbre o ‘CORE’ da Cidade Universitária” (doc. no. 1110830); y “Reflexões em torno da nova capital” (doc. no. 1086728)].

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Comentarios críticos

Conferência de Oscar Niemeyer na Faculdade Nacional de Arquitetura por ocasião dos dez anos de sua fundação. O arquiteto faz nesse texto uma reflexão em resposta às críticas sobre o formalismo da arquitetura moderna brasileira, em especial em relação a sua própria produção. Membro do partido comunista, o arquiteto enfrenta as contradições de realizar projetos voltados à elite e ao governo. Ver também o "Depoimento" do autor, datado de 1958, quando evidencia uma tomada de posição em relação a sua atividade projetiva.' Ver também: NIEMEYER, O. Depoimento. Módulo, Rio de Janeiro, n. 9, fev. 1958.

g- Arquitetura moderna. Paisagismo

g- Crítica de arquitetura: debate entre forma e função social

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Investigador
Equipe Brasil: Marco Andrade
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
© 2015 Artists Society (ARS), New York / AUTVIS, Sao Paulo
Localización
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo