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  • Registro ICAA
    1075041
    TÍTULO
    Em tôrno de um novo conceito de tropicalismo / Gilberto Freyre
    IN
    Um brasileiro em terras portuguesas : Introdução a uma possível luso-tropicologia / Gilberto Freyre. --- Rio de Janeiro, Brasil : J. Olympio, 1953
    DESCRIPCIÓN
    p. [170]- 186
    IDIOMAS
    Portugués
    TIPO Y GÉNERO
    Artículo de libro/folleto – Conferencias
    CITA BIBLIOGRAFICA
    Freyre, Gilberto. "Em tôrno de um novo conceito de tropicalismo." In Um brasileiro em terras portuguesas: Introdução a uma possível luso-tropicologia, 170- 186. Rio de Janeiro, Brazil: J. Olympio, 1953.
    DESCRIPTORES DE TÓPICO
    DESCRIPTORES GEOGRÁFICOS
Resumen

En el ensayo del sociólogo brasileño Gilberto Freyre se critica el exagerado y místico academicismo que resulta de la producción intelectual de las universidades brasileñas haciendo que se alejen de los intereses de la sociedad. Al definirse como escritor —en vez de profesor o catedrático—, Freyre menciona las objeciones hechas a sus ensayos e ideas “inacadémicos” desde el recinto académico, por no seguir los patrones de investigación al uso consagrado por esas casas de estudio en el mundo entero. Nace de ello su anhelo de presentar —en conferencia en la Faculdade de Letras de Coimbra (Portugal)— sugerencias para un nuevo concepto de “tropicalismo”. Destaca los sentidos peyorativos que tan comúnmente se le atribuyen al término, usado para designar aquello que es propio de lo bárbaro, desordenado, grosero y primitivo; en abierta oposición a la noción de “civilización” característica del europeo refinado. De ese modo, Freyre propone ciertas interpretaciones del hombre, de las cosas y de los paisajes tropicales, yendo más allá de sus curiosidades etnográficas y de sus exotismos pintorescos. El nuevo concepto de “tropicalismo” que postula el autor lo intuye en un viaje hacia ciertas regiones tropicales portuguesas de ultramar —“hermanas del Brasil”, las denomina—, al reconocer en ellas un estado de conciencia colectiva transnacional basado en una tradición común a la cultura lusa de los trópicos. Al final, Freyre elogia la “confraternización” del pueblo portugués con esa gente oriunda de los trópicos aunada a la condición luso-tropical de aquella población europea que asume sus responsabilidades, problemas y compromisos no eurocéntricos; ya sea en la economía o bien en la política y en la cultura. 

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Resumen

O autor critica o exagerado e místico academicismo que faz a produção intelectual da universidade brasileira se separar dos interesses da sociedade. Ao definir-se como escritor, em lugar de professor ou catedrático, menciona as objeções feitas a partir do ambiente universitário a seus ensaios e idéias "inacadêmicos" (diferentemente de anti-acadêmico, segundo ele), por não seguirem os padrões de pesquisa consagrados em instituições públicas de ensino no mundo todo. Vem daí, também, seu desejo de apresentar, em conferência na Faculdade de Letras de Coimbra, em Portugal, sugestões para um novo conceito de tropicalismo. Gilberto Freyre chama a atenção para as sentidos pejorativos comumente atribuídos ao termo "tropicalismo", usado para designar o que seria próprio do bárbaro, desordenado, grosseiro e primitivo, em oposição à noção de civilização, característica do europeu requintado. Propõe, assim, interpretações do homem, das coisas e das paisagens tropicais, para além de suas curiosidades etnográficas e de seus exotismos pitorescos. O novo conceito de tropicalismo proposto por Gilberto Freyre é intuído em viagem para algumas áreas tropicais do Ultramar Português, "irmãs do Brasil", quando reconhece um estado de consciência coletiva transnacional, com base na tradição comum de cultura luso-tropical. Por fim, o autor faz um elogio à "confraternização" do povo português com a gente dos trópicos e à condição do luso-tropical, da população da Europa que assume responsabilidades, problemas e compromissos extra-europeus, seja na economia, na cultura ou na política.

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Comentarios críticos

Presentada en el Instituto de Estudos Brasileiros de la Faculdade de Letras de Coimbra (Portugal, 1952), la conferencia forma parte del libro Um brasileiro em terras portuguesas: Introdução a uma possível luso-tropicologia, publicado al año siguiente. El “nuevo concepto” propuesto por el sociólogo y escritor Gilberto Freyre (1900-87) establece su propia genealogía en los ensayos pioneros de Montaigne, y lo hace en nombre de una rehabilitación de los valores de los trópicos, sin considerarlos elementos provocadores de mera curiosidad. A su juicio, esto mismo, aplicado a las artes, sería acompañado del rescate tanto afectivo como sociológico. Aunque se torne difícil hablar de vínculos directos del luso-tropicalismo freyreano y el “movimiento tropicalista” que se desarrolla en Brasil en la segunda mitad de la década de los sesenta  —tanto en la música (Caetano Veloso) como en las artes plásticas (Hélio Oiticica)—, ambos son un intento para revertir aquella negatividad que destila la interpretación de las regiones tropicales como únicamente tierras bárbaras.

 

Obviamente, el texto refleja el interés del escritor pernambucano en temas que hoy atisbamos con mayor precisión: los polos centro/periferia; las tensiones entre subdesarrollo y dependencia; los anhelos de traer a la mesa de discusión hegemónica la acumulación de experiencia regional; el atisbo de una renovación artística cimentada en valores “tropicales”, etcétera.

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Comentarios críticos

A conferência apresentada no Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra, em Portugal, em 1952, está compilada no livro "Um brasileiro em terras portuguesas: Introdução a uma possível luso-tropicologia", publicado no ano seguinte. O "novo conceito" de tropicalismo proposto pelo sociólogo e escritor Gilberto Freyre estabelece a própria genealogia nos ensaios pioneiros de Montaigne, em nome de uma reabilitação dos valores dos trópicos, sem considerá-los elementos provocadores de mera curiosidade. Segundo Freyre, a reabilitação de valores tropicais, nas artes, seria acompanhada do resgate afetivo e sociológico. E embora não se possa falar em vínculos diretos entre o luso-tropicalismo de Freyre e o movimento tropicalista que se desenvolve no Brasil, na segunda metade da década de 1960, ambos tentam reverter a negatividade instilada na interpretação das regiões tropicais como terras de bárbaros somente.

Consultado na versão eletrônica.

b- Centro e periferia: subdesenvolvimento e dependência

b- Experiencia regional e renovação artística

b- Valores Tropicais

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Investigador
Ana Maria Moraes Belluzzo
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Crédito
Cortesia da Fundação Gilberto Freyre, Pernambucano, Brazil
Localización
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo